quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Chorar é Segredo!

Se a loucura me levou a ti, se em cada perda, se em cada falta de resposta me acorrentei ao que não devia, e se a vida ousou em instantes perder o rumo, se as palavras o disseram mas nunca o fizeram, se alguma vez me perdi, foi porque não foram para mim, o que sempre fui, sem fim.
Se me sequestrei sem dó à dor sentida, das lágrimas lambidas, da felicidade vivida em paralelo mas que me inflamava, que me fazia arder de desgosto, que me rasgava em papalelos de sangue, de esperança, de tantas faltas de ar, de tanto anseio, por um fio, apenas um fio do que não existia.
Se os pensamentos que deixei voar, se orar não me bastou, se os joelhos que tantas vezes sentiram o frio de uma vida prometida, se o corpo cedeu de tantos golpes, se o sonho acordado me fez ver vidas felizes, passadas num Passado distante, radiante.
Se durante tanto tempo fiquei parada no mesmo sitio em espera do nada, se nunca a hipótese de converter existiu, se toda a magoa que me lavou a alma, me trouxe até aqui, se sim, se o medo, se a verdade, se a covardia me apedrejou, e me deixou abandonada na sarjeta da culpa.  
Se sim, se a força que a cada passo conquistei, se tudo isto e muito mais me trouxe até ti, se sim, então ainda bem que foi assim.
Porque assim, eu sei respirar cada sorriso, cada palavra, cada gesto, cada suspiro, cada desabafo, cada abraço, cada carinho, cada dar de mãos, cada entrelaçar de dedos, cada olhar, cada sentido, cada parar no passeio para me veres andar, cada vez que descanso sobre o teu coração imenso.
Meu Guardião, meu Deus Protector, escudo sereno, cuida dos meus cabelos embebidos da água com que me lavas o corpo, pela frescura do aconchego que tens sempre e só para nós, pela doçura das tuas mãos, pelo cheiro tranquilo da tua pele, pela loucura que tens por mim.
Se atravessar tanto mal, foi o caminho perfeito para chegar até ti, então sim, não houve mais nada que tivesse valido tanto a pena, do que ter chegado aqui, és o segredo perfeito pela imensidão que já conquistaste do meu território fechado, por tudo o que És de mim, por tudo o que Tens de Nós!
Dás me mais Vida do que aquela que já tinha decidido dar te, voas sobre o nosso Futuro e realizas acrobacias divinas por entre os alicerces do que já Somos, e resta me a mim, agora chorar, chorar muito mas muito mais… De Plena Felicidade e Agradecer te Profundamente!

Construir…

As voltas suaves, redondamente movidas pelas luzes penetrantes na água curva, fomos num instante, por entre risos, e olhos cintilantes, fomos deslumbrantes.

Diz me que não é um sonho, diz me que posso acordar, que ao fazê-lo ainda estou no mesmo sitio, no sorriso terno do teu abraçar.

E debaixo da gola, debaixo do teu cuidado está a pele que me levará ao Altar.

Sei que não estou a vaguear, sei que posso descansar, sei onde é o meu lugar, sei que muito antes de mim, sabias tu, que te pertencia.

E só quando dançamos por baixo do som das estrelas, tocado pela orquestra de um universo paralelo, sei que nunca me irás magoar…

De veras, um sopro, de certo um merecimento, com toda a certeza uma verdade!

Absolutamente um romance que passou a um amor sem dimensão, vivido por personagens únicas, corações especiais, horizontes partilhadas, a vida a iniciar, o desejo a perpetuar, a marca a crescer, a semente a amadurecer, algo a construir.

Abro a minha vida para receber a tua, para juntos sermos um, e daqui sermos muitos!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Ainda não…

Cheira me a pedra, cheira me a frio, nos pés sinto a subida até ti!
Olho te nos olhos e vejo, és para mim, um porto, uma chama, uma bênção.
Dou te as mãos em sinal de comunhão e assim acredito que te mereço.
As árvores tranquilas curvam se a nós como Deuses, com um perfume perfeito.

Em momento nenhum te esqueces de mim…
  
És o meu segredo, o meu aroma sem precedente, sem existência, sem presa.
Mergulhados num Mar só nosso, uma lua perfeita para contemplar, não haverá momento igual.
Não haverá sentidos capazes de descortinar, só nossas essências que nos fazem embalar um no outro. 

Em momento nenhum te esqueces de mim…

A mim basta me acreditar que estás aqui porque já me levas nessas asas elegantes, onde me aninho e adormeço. Se acreditas que não existo, deixa me a mim acordar e ver que tu estás mesmo, mesmo aqui ao pé de mim.

Afinal depois de acordada, ainda não acredito que mereço, o tanto, que dás.
Mas no fundo, sei que sim, pois em momento nenhum te esqueces de mim…

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Oficial…

Quando o meu coração gritar, gritará o teu nome, dirá que és meu, dirá que te rendeste sem nunca teres sido colocado entre a espada e a parede.

Enquanto isso, olhas me sem medo, sem perderes um segundo, sem deixares para trás o que desejas para a frente.

Nem acredito que te tenho nas mãos, abertas, livres, nem acredito que chegaste à minha vida como um sopro de liberdade.

Nem consigo sentir os pés na terra de tão eloquente que és para mim, de tanto que és, de tanto que fazes por nós.

Surpresa, atrás de surpresa, envolve, permanência, certezas, pedidos, exclusivos, momento, planeado, ambicionado, alcançado.

Todos os teus poros, me respiram, todos os teus sentidos me validam, pormenor atento, intenso, viajo a teu lado.

Debaixo de um sol terno, os lábios encontram se, debaixo de uma chuva de açúcar, o corpo reconhece o sentido a tomar.

A um passo de oficializar ainda não acredito que te mereço, ainda não consigo sentir a realidade que quando dela tomar, nada vai mudar.

No doce do teu colo, pedes me para te aceitar, marcas me a cara e as mãos com o vinco da eternidade de me Amares, de me contemplares.

Sem ter o que duvidar, aceito ser O Teu… A´MAR…

“Imperadora”

Se em tempos senti que tinha perdido o Mundo, sim perdi mas ganhei o Universo…

Se em tempos não acreditei que a felicidade não existia para mim, sim é verdade porque agora sou contemplação, sou o teu Mundo…

Se em tempos pensei que nada fazia sentido, foi a realidade que a loucura me deixou mas obrigou me a libertar do mal para te ver agora...

Se em tempos pensei que tinha tudo, enganei me porque agora tenho muito mais do que o tudo do pouco que alguém me deu…

Se em tempos vivi o desespero de me ter enganado, sim, vi que realmente foi engano mas mais se engana quem pensa ter enganado…

Se em tempos, lutei pelo o que quis, sem medo do que possam pensar, sim, lutei mas tenho pena que não tenha logo lutado por ti, que tiveste sempre aqui…

Se em tempos o sentimento foi enorme, sim, sei que continua a ser e nunca será para ninguém como continua a ser…

Se em tempos houve entrega, sim, houve e continua a haver numa transparência que poucos conseguem ver …

Se em tempos a distância fazia diferença, sim, fez mas agora nem isso te prende, nem isso te faz esquecer de me teres sempre no pensamento…

Se em tempos achaste ser Rei, sim, foste, mas agora não chegas a servo e em breve serei “Imperadora” de Alguém Maior e no teu peito ficará para sempre cravada a dor e esse Amor Imenso sem Igual...

E se em tempos achaste que seria melhor assim, sim acertaste, porque agora Feliz sou eu, e lamento quem está ai ao lado!

E os tempos virão em que não conseguirás calar o peso do que tentaste matar, e sim, não estarei cá para escutar…

Porque agora Sou Imperatriz do meu Imperador!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Entender…

Foi pedida a mão que se entregou à boca depois de um toque baralhado na mancha serena do braço descansado, e os olhares esses são evitados.

De maior tranquilidade, as palavras aparecem, combinam se os progressos e descobrem se particularidades, revela se o impensável.

Será!? Não sei, não entendo, decido ficar, decido tentar entender, decido conseguir, decido ver te e reter te no lugar mais além.

E sem eu esperar, apareceste, dançaste, embalaste, elevaste os braços e a diversão foi feita na tentativa de aproximação.

O branco embateu no solo, mas não foi jamais deitado ao chão, a água manteve se em ouro de precisão, na sede provocada, pelo esforço trocado de degrau.

Sem olhar sai, sem pensar desci até à porta, não voltei atrás mas voltarei, porque tem que ser, porque me quero deixar olhar assim.

E realmente não entendo, não me entendo, e nem quero entender…

domingo, 10 de outubro de 2010

Voltar à Terra… Não, Voltar a SER!

Vesti um casaco de chuva, calcei umas botas de frio, coloquei um cachecol de sol para nunca deixar arrefecer o meu coração, nem esta minha impressão de rol.
A água abate a terra, a terra que te cobre, as lágrimas essas são minhas mas não as quero de tristeza apenas de alívio que tens agora contigo.
De poucas palavras, as poucas que diziam tanto, as poucas que escolhias cautelosamente, as poucas sempre na hora certa, as poucas que tanto e tão pouco fizeram.
Aguardo te, como uma força, não te quero ver, nem ouvir, apenas sentir que estás por perto, que estás em pleno de tanta atenção sobre o mal que não se controla a ele mesmo.
Dispo as luvas de vento, deixo cair o chapéu de ternura, essa sim sempre presente, em cada beijo, em cada afago, em cada carinho repleto de admiração.
E quase, pela mesma cor de olhar, pelo quase tom de cabelo, por quase não te perceber, nunca estarei quase para te esquecer. Nunca!  

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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Pé entre pé…

Derreto me. Trepo escadas, ambiciono loucuras que me pregam ao chão, e fazem a evolução.

Sem pó, esse chão, que me delicia e acaricia, que me quer e agarra, que me puxa e beija.

Não me possui, apenas me venera, apenas desespera pela dissociação, pelo coadunar da atracção.

Mas não me chega, pouco me exalta, não me assusta, não me preenche, e tão pouco me sente pelo que não quero, pelo que não sinto.

Apenas pelo que entendo do caos da perfeição da situação, da sedução que me faz olhar e do que brilha sem reluzir.

Era preciso ter se mais, e no mais caminho que se vai abrindo para uma loucura permanente, existe o cheirar, o aroma de querer e desejar ser…

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Essencial…

É fundamental, certamente que é fundamental, de forma a ser fundamental, que nada deixe de ser fundamental dentro do que será fundamental, não querendo deixar de dizer que é fundamental mas fundamentalmente, fundamental descrever as linhas do que é realmente fundamental, e nunca deixando de lado o quanto me és Essencial...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Quando te conheci, agora que te vi…

Foi sem intenção que te conheci, mal te via quando te olhava, mal pensava quando te falava…

Tudo estalou, tudo mudou, e só depois soube o que seria, só depois algo pousou…

Durou, durou, durou ainda dura pelo que posso sintonizar do que ainda sou, e o que se passou, antes não te via, agora de repente tudo começou…

Não me interessa o que se passou, fazes me esquecer tudo o que não se superou, e conquistas tudo o que há em mim…

És poder, és querer, és força, és determinação, és realização, és humildade de um orgulho equilibrado, és um Mundo com asas que quero descobrir…

Agora pedes me para abrir a porta do teu aconchego, um elemento que me guarda, protege, um abraço perfeito para nós, dás me a chave de ti…

Essa segurança vinda dos céus, de um tempo em que se errou e aprendeu e agora não se erra mais, agora é vivermos os dois assim…

Porque o tempo passa, a vida está sempre ai, e não há outra forma se não, começarmos a viver sem medo, sem fim…

És para mim, agora sim, sei o que é existir em Pleno, Ser Feliz!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Gift…

Já não há mais palavras que me lembre de enviar onde nunca chegam, onde não fazem diferença, fiz o que tinha para fazer, fiz o que me parecia correcto ao impulso que rege a minha espontaneidade, fui me adaptando e vivendo o que me servia e fazia melhor…

Agora já não há razão para continuar, voo noutros céus e libertei me de vez das amarras pesadas do conflito que o pensamento não deixa ver como deveria ser, mentes confusas, mentes influenciáveis por presenças fúteis, e camas vazias de alma.

Coração duro, magoado pela verdade que sempre projectei mas sempre a verdade, o que sentia foi puro, e sempre será, a acusação nunca será para mim, e a consciência é algo que trava duras batalhas com a essência barata que se revelou não existir se quer.

Estou vazia de tudo o que sentia, passado o ciclo que retira o mal de vez, sinto a harmonia desse acontecimento, sinto na pele, sinto no coração, que se fechou e abriu brilhante para algo muito melhor, porque se eu achava que ainda podia ter algo de supremo, se achei que tamanho sentimento conseguia vencer todas as barreiras, enganei me.

E a recompensa que por momentos rejeitei, faz feliz, feliz como nunca fui antes, porque a verdade é que se achava que podiam tanto por mim, vejo, que existes tu que podes tudo, que fazes tudo, que cruzas céus e mares por mim.

Tudo era metade da metade da metade, e tenho agora nas mãos tudo de tudo do Todo que sou contigo a meu lado!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Aguardando TE…

Dançar contigo, um Tango Perfeito, debaixo da chuva desperta que limpou os campos, as almas, os falsos amores, as verdades camufladas, e fez me ver te, a ti que me aguardas Te!

Voei pelas tuas mãos, pela primeira vez, vimos juntos, o céu aberto, deslumbrante, atento à Terra que por momentos deixou de reter o meu Ser, porque o meu Espírito, dei to a Ti!

A Dança continuou, sem medo, sem receios, as mãos nas mãos, a destreza perfeita dos movimentos suaves, os cabelos, a roupa molhada, a felicidade retratada por Mim em Ti!

Ao posares levemente no espelho de água calma de um rio expectante, percebi que te queria para mim, compreendi a tua possessão, o teu pulso é tudo o que preciso, quero para Mim!

A tua força, a tua atitude, a tua posição de comando, a liberdade que sou perto de ti, cheio de regras, que quebramos uma a uma, quem és tu sem mim, e eu nada sou sem Ti!

A vida que me pedes, a partilha que fazemos, a cumplicidade que temos, o vento que nos leva intactos a um Mundo que está agora a começar para Nós!

O Nós que entendo agora, o Nós que faz o Sentido, o Construir que ansiava, a procura que nunca existiu, porque Nós sempre Existimos… Agora Existimos Mais… Em Nós!

Obrigada por me Teres Aguardado… Até Agora… Até Nós!

Obrigada por Nunca teres Desistido de Mim… De Nós… Agora e Sempre… Nós!

Consegui Chegar…

Deitei me debaixo dos teus olhos, fiquei à sombra de ti, e choraste o que de mais belo e profundo sentes por mim, e eu senti, senti o mesmo por ti, e devo dizer te que conseguiste.

Ergues te pontes e muros de flores para que nada me ferisse, declaras te sobre mim, a força do sangue que te bombeia no peito, e devo dizer te que conseguiste.

Como uma fortaleza, de muralhas espessas e imensas, de braços abertos que se fecham sobre mim, proteges me, guardas me como nunca ninguém fez, e devo dizer te que conseguiste.

Como um sol autêntico, desmedido, afastas as nuvens negras e iluminas me como uma água fresca que mata a sede, como um acariciar de dedos na face, e devo dizer te que conseguiste.

Assim como alguém que já se deu, dizes sem medo, que precisas de mim, que me queres, que estás para mim, que sou assim, como Tudo, e devo dizer te, conseguiste.

E já sem medo de amar de novo, não continuarei a negar mais que também Tu, és Tudo, e devo dizer te que conseguiste...

Chegar até Mim... Já estás Aqui e jamais irás Embora…

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Finalmente Parei.

Parei de me questionar e negar as conclusões acertadas a que já cheguei há muito tempo e que fazem parte de um Futuro iminente que não irá recuperar nada, tão pouco alguém.

Parei de sonhar com alguém que na verdade nunca existiu e para quem nunca existi, não há razões, tão pouco vontade de fazer melhor, tão pouco respeitar quem eu achei que fomos um dia.

Parei de errar com alguém que já vinha a errar em muitos espaços, em muitas dimensões, não voltarei a tomar posições que não gostaria que tomassem para comigo, não voltarei a empolar o mal.

Parei de achar que tudo poderia ser um mau momento e que em qualquer instante poderia desaparecer como um pesadelo, como uma doença, mas não, foram apenas os sentimentos que não foram fortes, nunca existiram.

Parei de incomodar, não incomodarei jamais, não faz sentido, continuar a lutar por algo que não me quer perto, que me retêm num incómodo mau, não irei alimentar tal posição e ficarei longe, bem longe.

Parei de adormecer com a certeza que lutarias por mim, parei de sonhar com o elixir de uma vida que nunca pensaste em ter comigo, parei finalmente de olhar por ti e para ti, porque tu jamais olhaste para mim!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Cada vez que…

Cada vez que ainda me dói, voo para bem longe…
E resulta… porque, hidrato a cicatriz que se fechou milagrosamente.

Cada vez que ainda te sinto, voo para bem longe…
E resulta… porque, te apago, a cada batida de asas que dou livremente.

Cada vez que te aproximas, voo para bem longe…
E resulta… porque, não quero sentir o sufoco que trazes contigo.

Cada vez que choras, voo para perto…
E resulta… porque, não quero que te sintas como um dia me fizeste sentir.

Cada vez que chamas, já fechei as asas…
E resulta… porque, sabes que agora tens que fazer tudo.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O silêncio faz nos…

Na penumbra dos meus mais nobres pensamentos, no delinear das minhas recordações, no limiar dos meus sonhos, encontro te!

É um voltar precioso, um caminhar tranquilo, uma fome insaciável, um despertar presenteado com a maturidade de uma idade única, de um querer proteger o que de melhor serei para ti.

E sem saber como me queres, sei apenas que me queres, sem questionar, sem falsas verdades, queres me e dizem os teus lábios… para uma vida… ai esta vida nossa… Quero e pronto!

Fazes me esquecer as minhas mágoas, os meus desvios por tentar acreditar em algo que já morreu há tanto tempo, fazes me ver que tudo não passou de uma fraca ilusão.

Abraças me como se eu fosse uma criança de sete anos, expectante de alguém que ama sem saber bem porquê… E eu sinto me em casa, em plena protecção, em ti!

Cheiras me o cabelo, encostas o teu joelho à minha coxa como se o mundo não existisse quando esse toque acontece, e lembramo nos de enlouquecer um pouco…

E as letras constroem palavras e estas por sua vez, erguem montanhas de beijos, de pele na pele, de roupa não existente, de exaustão, de desejo continuado, de pecado que não há!

Antes de tudo o que vêm, abraça me, afaga me os cabelos que tem o aroma que te faz tão bem e diz me que somos o que o silêncio nos dita…

Cura me!

É dia de mais uma loucura premente nos braços de quem não nos cobra nada, nos braços sempre aberto e do peito desperto, do anseio saudável, do toque limpo da verdade assente, do desejo crispado pela calmaria da pele.

É dia de seguir em frente e desejar me noutros novos mundos que inflamam o meu momento e me olham como se mais ninguém existisse no Horizonte das boas loucuras, da plenitude do odor dos corpos.

Vejo me ardente, pregada no teu querer, presa ao teu empolgamento, ao deslizar das mãos nas mãos de uma essência única de não sentir o mal que um dia foi feito, é a cura, é a libertação, é agora!

Lembrar e esquecer um desvio…

Desvio por entre as falsas palavras que me fizeram acreditar que o respeito pelo que foi vivido, seria maior, que existia.

Desvio por entre falsos olhares, que apenas trazem o vazio das traições, da maldade, da crueldade, da falta de amor-próprio, pela falta de coragem.

Desviei me em vão de ti, e peço perdão por ter olhado apenas para o meu umbigo quando o que tu fazes é olhar por mim.

Desviei me, mas nunca mais o farei de novo, não voltarei as minhas costas a quem tem o peito aberto para me receber a toda a hora.

Desvio, sim, a maldade e a falta de respeito pelo que respeito e dignifico como Ser Humano, como Mulher, como momento único.

Desviarei sempre a vulgaridade, a falta de credibilidade e carácter, a pretensão à traição e deslealdade, à mentira e covardia.

Desvio grande já fiz, no instante que decidi cortar qualquer fio de memória, de vida com quem não me dignifica, não me respeita, não me admira nem ama.

E no meio de tudo o que se possa compreender e não, apenas posso concluir que existem rostos que não são para olhar mais mas sim para esquecer!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Alusivo à coragem, à inteligência, à maturidade, à determinação, ao desejo premente de continuar a lutar embora ainda em debilitação, alusivo ao impulso por quem se Ama!

Querer acreditar, falar, olhar, beijar, querer ter nos braços a vida que faz sentido, querer ter o cheiro no entranhar, querer dar a mão, querer sentir o calor, querer ter os lábios com tanto sabor.

O meu caminho é bem longe de ti, o meu andar, o respeito como pano de fundo será sempre muito mais relevante para mim e sim, mudei, mudei para melhor, e também lá chegarás.

Encontráramo-nos lá, onde apenas o importante tem autenticidade, onde os valores da admiração estarão sempre presentes, onde o amor que submergiu, se detalha em construção comum.

É uma luta, é uma batalha em campo verde, não é um medir de forças, nunca poderá ser, pois não seria inteligente, é um caminho, é um lamber de feridas, é o esperar pela tua libertação.

O meu orgulho por seres doce, por seres e não conseguires esconder de mim quem és, o meu orgulho pela iniciativa é enorme, admiração no que tens vindo a maturar, apenas por mim.

Confio no melhor de ti, e sei que o que te prende não é maior do que sentes por mim, pelo respeito que tens por nós, confiança balançada, confiança muito em breve conquistada.

Até lá, vou vivendo tudo o que a vida me está a oferecer, há muito que despertei para outros mundos, até lá vou guardando o que aprendo para te puder ajudar quando voltares a estender a mão.

Vivo rodeada por mundos tentadores, mundos que em tempos conquistaram a minha admiração, mundos que me preenchem e me fazem viver delírios, mundos resolvidos, mundos esses em que te tornarás um dia.

Dia, esse, que não sei cá estar, porque o que me tenta neste momento é muito forte, é admirável, incisivo, é objectivo e descomplicado, consciente do meu momento e dos meus valores, muito desejoso de mim!

Enfim, sabemos que Amores Submergidos não Morrem, Serão Sempre Presente até ao Momento que um novo Mundo ganhará pela Determinação e Objectividade de resolução das diferenças que não Existem!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

É a falar…

Sinto um abandono dilacerante, uma perda inabalável, um conforto revestido a desconforto, um ganho sem nunca ter perdido, e perdido estás sem mim.

Sinto que não te perdi, mas sinto que me perdeste porque assim o entendeste, alcance de mão que sempre terás, estendida, para me teres, para te recuperares, para renasceres.

Sinto que já não corres atrás mas sim à frente do que já não queres perder, verdade, vontade, realidade que te brota no peito, que te racha a alma, que faz sangrar pelos olhos.

Sinto que agora te limpas da poeira que projectaram sobre nós, rasto do que nunca tiveram e que tu terás muito mais, sempre, porque não existe nada igual, porque só eu moro ai.

Sinto te, presente, perto, tão perto que me mete medo, que me faz exaltar as noites, que me faz rolar a memória, quantas vezes traças a minha rua, só para me teres mais junto a ti.

Sinto que vivo, e vivo cada vez mais, na tua pele, na tua respiração, mais do que há na razão, mais do que o pensamento comporta, pois na realidade pouco mais importa.

Sinto a tua mão na minha, sinto o teu respirar, sinto um arrepio na espinha, sinto te a cheirar, sinto te sem ar, sinto te dentro do meu palpitar, sinto que te faço andar, sinto te a inalar me!

Sinto a tua saudade, o teu desespero, o teu sofrer antecipado daquilo que já não recrimino, daquilo que já não faz sentido, daquilo que não valorizo, daquilo que não importa, daquilo que já não tem valor.

Sinto que ainda queres falar, falar como antes, numa noite sem mais ninguém, falaste até ao amanhecer, num aconchego profundo, num sono embalado pelas palavras livres, sem medo de errar…