domingo, 10 de outubro de 2010

Voltar à Terra… Não, Voltar a SER!

Vesti um casaco de chuva, calcei umas botas de frio, coloquei um cachecol de sol para nunca deixar arrefecer o meu coração, nem esta minha impressão de rol.
A água abate a terra, a terra que te cobre, as lágrimas essas são minhas mas não as quero de tristeza apenas de alívio que tens agora contigo.
De poucas palavras, as poucas que diziam tanto, as poucas que escolhias cautelosamente, as poucas sempre na hora certa, as poucas que tanto e tão pouco fizeram.
Aguardo te, como uma força, não te quero ver, nem ouvir, apenas sentir que estás por perto, que estás em pleno de tanta atenção sobre o mal que não se controla a ele mesmo.
Dispo as luvas de vento, deixo cair o chapéu de ternura, essa sim sempre presente, em cada beijo, em cada afago, em cada carinho repleto de admiração.
E quase, pela mesma cor de olhar, pelo quase tom de cabelo, por quase não te perceber, nunca estarei quase para te esquecer. Nunca!  

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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Pé entre pé…

Derreto me. Trepo escadas, ambiciono loucuras que me pregam ao chão, e fazem a evolução.

Sem pó, esse chão, que me delicia e acaricia, que me quer e agarra, que me puxa e beija.

Não me possui, apenas me venera, apenas desespera pela dissociação, pelo coadunar da atracção.

Mas não me chega, pouco me exalta, não me assusta, não me preenche, e tão pouco me sente pelo que não quero, pelo que não sinto.

Apenas pelo que entendo do caos da perfeição da situação, da sedução que me faz olhar e do que brilha sem reluzir.

Era preciso ter se mais, e no mais caminho que se vai abrindo para uma loucura permanente, existe o cheirar, o aroma de querer e desejar ser…

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Essencial…

É fundamental, certamente que é fundamental, de forma a ser fundamental, que nada deixe de ser fundamental dentro do que será fundamental, não querendo deixar de dizer que é fundamental mas fundamentalmente, fundamental descrever as linhas do que é realmente fundamental, e nunca deixando de lado o quanto me és Essencial...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Quando te conheci, agora que te vi…

Foi sem intenção que te conheci, mal te via quando te olhava, mal pensava quando te falava…

Tudo estalou, tudo mudou, e só depois soube o que seria, só depois algo pousou…

Durou, durou, durou ainda dura pelo que posso sintonizar do que ainda sou, e o que se passou, antes não te via, agora de repente tudo começou…

Não me interessa o que se passou, fazes me esquecer tudo o que não se superou, e conquistas tudo o que há em mim…

És poder, és querer, és força, és determinação, és realização, és humildade de um orgulho equilibrado, és um Mundo com asas que quero descobrir…

Agora pedes me para abrir a porta do teu aconchego, um elemento que me guarda, protege, um abraço perfeito para nós, dás me a chave de ti…

Essa segurança vinda dos céus, de um tempo em que se errou e aprendeu e agora não se erra mais, agora é vivermos os dois assim…

Porque o tempo passa, a vida está sempre ai, e não há outra forma se não, começarmos a viver sem medo, sem fim…

És para mim, agora sim, sei o que é existir em Pleno, Ser Feliz!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Gift…

Já não há mais palavras que me lembre de enviar onde nunca chegam, onde não fazem diferença, fiz o que tinha para fazer, fiz o que me parecia correcto ao impulso que rege a minha espontaneidade, fui me adaptando e vivendo o que me servia e fazia melhor…

Agora já não há razão para continuar, voo noutros céus e libertei me de vez das amarras pesadas do conflito que o pensamento não deixa ver como deveria ser, mentes confusas, mentes influenciáveis por presenças fúteis, e camas vazias de alma.

Coração duro, magoado pela verdade que sempre projectei mas sempre a verdade, o que sentia foi puro, e sempre será, a acusação nunca será para mim, e a consciência é algo que trava duras batalhas com a essência barata que se revelou não existir se quer.

Estou vazia de tudo o que sentia, passado o ciclo que retira o mal de vez, sinto a harmonia desse acontecimento, sinto na pele, sinto no coração, que se fechou e abriu brilhante para algo muito melhor, porque se eu achava que ainda podia ter algo de supremo, se achei que tamanho sentimento conseguia vencer todas as barreiras, enganei me.

E a recompensa que por momentos rejeitei, faz feliz, feliz como nunca fui antes, porque a verdade é que se achava que podiam tanto por mim, vejo, que existes tu que podes tudo, que fazes tudo, que cruzas céus e mares por mim.

Tudo era metade da metade da metade, e tenho agora nas mãos tudo de tudo do Todo que sou contigo a meu lado!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Aguardando TE…

Dançar contigo, um Tango Perfeito, debaixo da chuva desperta que limpou os campos, as almas, os falsos amores, as verdades camufladas, e fez me ver te, a ti que me aguardas Te!

Voei pelas tuas mãos, pela primeira vez, vimos juntos, o céu aberto, deslumbrante, atento à Terra que por momentos deixou de reter o meu Ser, porque o meu Espírito, dei to a Ti!

A Dança continuou, sem medo, sem receios, as mãos nas mãos, a destreza perfeita dos movimentos suaves, os cabelos, a roupa molhada, a felicidade retratada por Mim em Ti!

Ao posares levemente no espelho de água calma de um rio expectante, percebi que te queria para mim, compreendi a tua possessão, o teu pulso é tudo o que preciso, quero para Mim!

A tua força, a tua atitude, a tua posição de comando, a liberdade que sou perto de ti, cheio de regras, que quebramos uma a uma, quem és tu sem mim, e eu nada sou sem Ti!

A vida que me pedes, a partilha que fazemos, a cumplicidade que temos, o vento que nos leva intactos a um Mundo que está agora a começar para Nós!

O Nós que entendo agora, o Nós que faz o Sentido, o Construir que ansiava, a procura que nunca existiu, porque Nós sempre Existimos… Agora Existimos Mais… Em Nós!

Obrigada por me Teres Aguardado… Até Agora… Até Nós!

Obrigada por Nunca teres Desistido de Mim… De Nós… Agora e Sempre… Nós!

Consegui Chegar…

Deitei me debaixo dos teus olhos, fiquei à sombra de ti, e choraste o que de mais belo e profundo sentes por mim, e eu senti, senti o mesmo por ti, e devo dizer te que conseguiste.

Ergues te pontes e muros de flores para que nada me ferisse, declaras te sobre mim, a força do sangue que te bombeia no peito, e devo dizer te que conseguiste.

Como uma fortaleza, de muralhas espessas e imensas, de braços abertos que se fecham sobre mim, proteges me, guardas me como nunca ninguém fez, e devo dizer te que conseguiste.

Como um sol autêntico, desmedido, afastas as nuvens negras e iluminas me como uma água fresca que mata a sede, como um acariciar de dedos na face, e devo dizer te que conseguiste.

Assim como alguém que já se deu, dizes sem medo, que precisas de mim, que me queres, que estás para mim, que sou assim, como Tudo, e devo dizer te, conseguiste.

E já sem medo de amar de novo, não continuarei a negar mais que também Tu, és Tudo, e devo dizer te que conseguiste...

Chegar até Mim... Já estás Aqui e jamais irás Embora…

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Finalmente Parei.

Parei de me questionar e negar as conclusões acertadas a que já cheguei há muito tempo e que fazem parte de um Futuro iminente que não irá recuperar nada, tão pouco alguém.

Parei de sonhar com alguém que na verdade nunca existiu e para quem nunca existi, não há razões, tão pouco vontade de fazer melhor, tão pouco respeitar quem eu achei que fomos um dia.

Parei de errar com alguém que já vinha a errar em muitos espaços, em muitas dimensões, não voltarei a tomar posições que não gostaria que tomassem para comigo, não voltarei a empolar o mal.

Parei de achar que tudo poderia ser um mau momento e que em qualquer instante poderia desaparecer como um pesadelo, como uma doença, mas não, foram apenas os sentimentos que não foram fortes, nunca existiram.

Parei de incomodar, não incomodarei jamais, não faz sentido, continuar a lutar por algo que não me quer perto, que me retêm num incómodo mau, não irei alimentar tal posição e ficarei longe, bem longe.

Parei de adormecer com a certeza que lutarias por mim, parei de sonhar com o elixir de uma vida que nunca pensaste em ter comigo, parei finalmente de olhar por ti e para ti, porque tu jamais olhaste para mim!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Cada vez que…

Cada vez que ainda me dói, voo para bem longe…
E resulta… porque, hidrato a cicatriz que se fechou milagrosamente.

Cada vez que ainda te sinto, voo para bem longe…
E resulta… porque, te apago, a cada batida de asas que dou livremente.

Cada vez que te aproximas, voo para bem longe…
E resulta… porque, não quero sentir o sufoco que trazes contigo.

Cada vez que choras, voo para perto…
E resulta… porque, não quero que te sintas como um dia me fizeste sentir.

Cada vez que chamas, já fechei as asas…
E resulta… porque, sabes que agora tens que fazer tudo.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O silêncio faz nos…

Na penumbra dos meus mais nobres pensamentos, no delinear das minhas recordações, no limiar dos meus sonhos, encontro te!

É um voltar precioso, um caminhar tranquilo, uma fome insaciável, um despertar presenteado com a maturidade de uma idade única, de um querer proteger o que de melhor serei para ti.

E sem saber como me queres, sei apenas que me queres, sem questionar, sem falsas verdades, queres me e dizem os teus lábios… para uma vida… ai esta vida nossa… Quero e pronto!

Fazes me esquecer as minhas mágoas, os meus desvios por tentar acreditar em algo que já morreu há tanto tempo, fazes me ver que tudo não passou de uma fraca ilusão.

Abraças me como se eu fosse uma criança de sete anos, expectante de alguém que ama sem saber bem porquê… E eu sinto me em casa, em plena protecção, em ti!

Cheiras me o cabelo, encostas o teu joelho à minha coxa como se o mundo não existisse quando esse toque acontece, e lembramo nos de enlouquecer um pouco…

E as letras constroem palavras e estas por sua vez, erguem montanhas de beijos, de pele na pele, de roupa não existente, de exaustão, de desejo continuado, de pecado que não há!

Antes de tudo o que vêm, abraça me, afaga me os cabelos que tem o aroma que te faz tão bem e diz me que somos o que o silêncio nos dita…

Cura me!

É dia de mais uma loucura premente nos braços de quem não nos cobra nada, nos braços sempre aberto e do peito desperto, do anseio saudável, do toque limpo da verdade assente, do desejo crispado pela calmaria da pele.

É dia de seguir em frente e desejar me noutros novos mundos que inflamam o meu momento e me olham como se mais ninguém existisse no Horizonte das boas loucuras, da plenitude do odor dos corpos.

Vejo me ardente, pregada no teu querer, presa ao teu empolgamento, ao deslizar das mãos nas mãos de uma essência única de não sentir o mal que um dia foi feito, é a cura, é a libertação, é agora!

Lembrar e esquecer um desvio…

Desvio por entre as falsas palavras que me fizeram acreditar que o respeito pelo que foi vivido, seria maior, que existia.

Desvio por entre falsos olhares, que apenas trazem o vazio das traições, da maldade, da crueldade, da falta de amor-próprio, pela falta de coragem.

Desviei me em vão de ti, e peço perdão por ter olhado apenas para o meu umbigo quando o que tu fazes é olhar por mim.

Desviei me, mas nunca mais o farei de novo, não voltarei as minhas costas a quem tem o peito aberto para me receber a toda a hora.

Desvio, sim, a maldade e a falta de respeito pelo que respeito e dignifico como Ser Humano, como Mulher, como momento único.

Desviarei sempre a vulgaridade, a falta de credibilidade e carácter, a pretensão à traição e deslealdade, à mentira e covardia.

Desvio grande já fiz, no instante que decidi cortar qualquer fio de memória, de vida com quem não me dignifica, não me respeita, não me admira nem ama.

E no meio de tudo o que se possa compreender e não, apenas posso concluir que existem rostos que não são para olhar mais mas sim para esquecer!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Alusivo à coragem, à inteligência, à maturidade, à determinação, ao desejo premente de continuar a lutar embora ainda em debilitação, alusivo ao impulso por quem se Ama!

Querer acreditar, falar, olhar, beijar, querer ter nos braços a vida que faz sentido, querer ter o cheiro no entranhar, querer dar a mão, querer sentir o calor, querer ter os lábios com tanto sabor.

O meu caminho é bem longe de ti, o meu andar, o respeito como pano de fundo será sempre muito mais relevante para mim e sim, mudei, mudei para melhor, e também lá chegarás.

Encontráramo-nos lá, onde apenas o importante tem autenticidade, onde os valores da admiração estarão sempre presentes, onde o amor que submergiu, se detalha em construção comum.

É uma luta, é uma batalha em campo verde, não é um medir de forças, nunca poderá ser, pois não seria inteligente, é um caminho, é um lamber de feridas, é o esperar pela tua libertação.

O meu orgulho por seres doce, por seres e não conseguires esconder de mim quem és, o meu orgulho pela iniciativa é enorme, admiração no que tens vindo a maturar, apenas por mim.

Confio no melhor de ti, e sei que o que te prende não é maior do que sentes por mim, pelo respeito que tens por nós, confiança balançada, confiança muito em breve conquistada.

Até lá, vou vivendo tudo o que a vida me está a oferecer, há muito que despertei para outros mundos, até lá vou guardando o que aprendo para te puder ajudar quando voltares a estender a mão.

Vivo rodeada por mundos tentadores, mundos que em tempos conquistaram a minha admiração, mundos que me preenchem e me fazem viver delírios, mundos resolvidos, mundos esses em que te tornarás um dia.

Dia, esse, que não sei cá estar, porque o que me tenta neste momento é muito forte, é admirável, incisivo, é objectivo e descomplicado, consciente do meu momento e dos meus valores, muito desejoso de mim!

Enfim, sabemos que Amores Submergidos não Morrem, Serão Sempre Presente até ao Momento que um novo Mundo ganhará pela Determinação e Objectividade de resolução das diferenças que não Existem!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

É a falar…

Sinto um abandono dilacerante, uma perda inabalável, um conforto revestido a desconforto, um ganho sem nunca ter perdido, e perdido estás sem mim.

Sinto que não te perdi, mas sinto que me perdeste porque assim o entendeste, alcance de mão que sempre terás, estendida, para me teres, para te recuperares, para renasceres.

Sinto que já não corres atrás mas sim à frente do que já não queres perder, verdade, vontade, realidade que te brota no peito, que te racha a alma, que faz sangrar pelos olhos.

Sinto que agora te limpas da poeira que projectaram sobre nós, rasto do que nunca tiveram e que tu terás muito mais, sempre, porque não existe nada igual, porque só eu moro ai.

Sinto te, presente, perto, tão perto que me mete medo, que me faz exaltar as noites, que me faz rolar a memória, quantas vezes traças a minha rua, só para me teres mais junto a ti.

Sinto que vivo, e vivo cada vez mais, na tua pele, na tua respiração, mais do que há na razão, mais do que o pensamento comporta, pois na realidade pouco mais importa.

Sinto a tua mão na minha, sinto o teu respirar, sinto um arrepio na espinha, sinto te a cheirar, sinto te sem ar, sinto te dentro do meu palpitar, sinto que te faço andar, sinto te a inalar me!

Sinto a tua saudade, o teu desespero, o teu sofrer antecipado daquilo que já não recrimino, daquilo que já não faz sentido, daquilo que não valorizo, daquilo que não importa, daquilo que já não tem valor.

Sinto que ainda queres falar, falar como antes, numa noite sem mais ninguém, falaste até ao amanhecer, num aconchego profundo, num sono embalado pelas palavras livres, sem medo de errar…

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Lembro me de alguém dizer com tamanha convicção: Nós merecemos isto, nós merecemos isto, não tenhas dúvida!

Gosto de pessoas com convicções, gosto de pessoas que se conseguem abandonar e receber o que a vida lhes oferece, gosto de pessoas que se preocupam com as outras e que em momento algum irão magoar alguém, gosto de ti, que me trazes em ti!

E ficaste à procura do melhor lugar de nós, do melhor caminho para nós, e o alimento básico bastou nos, uma mistura singela, de nudez, frutas, mel e uma espécie rara de Amar, uma forma tão própria de estar, talvez por ser um Acabar!

Foi um colar tranquilo, um desespero amparado pelo tempo que tínhamos até ao amanhecer, um rebolar de calor, um ardor de pele, um cuidar pelo olhar, um saborear devagar, um lavar desajeitado de corpos.

A espuma que estala elegantemente nos ombros, no pressionar dos pesos inexistentes que a água segura em desejo de entrar, num inflamar, numa desfiguração humana, um esticar de músculos, um desprendimento da carne.

Um vinho frio, um vinho quente, um laminar, 2 umbigos no limiar, mãos ao ar, antebraço perfeito, pés em toque perfeito, encaixe de uma vez, precisão pelo tempo todo, impressionante o beber que te deu o coração em fusão na minha pouca precisão.

A janela da perdição, o fumo da loucura, a música da perfeição, a disponibilidade para nos ouvirmos, a nudez plena, o desejo existe, o desespero talvez não, e até na tentativa infantil de me lavares os longos fios de cabelo, te vês perdido em mim.

O vidro partido, a roupa a voar, o desarrumar, o beijar emulsionado, o rir, o arrastar, o piquenique de vontades que não nos levou não para mais longe do que algum chão trazido já nas mãos.

A fome, a Sede, o despertar ao teu lado, as palavras travaram a fundo, e desde que conhecemos aquele mundo próprio, deixamo-nos invadir por este Silêncio do Bem!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Sabe me bem, Sim!

Trinquei uma árvore só para saber como sabia, soube me bem.
Acompanhei com o teu coração de lata, soube me tão bem.
Bebi lhe a seiva, bom néctar, soube me assim, assim.
Refresquei a com o teu sangue gelado, soube me ainda melhor.
Mesmo assim, correste atrás de mim, não me soube bem, fugir de ti.
Mas tinha que ser por aqui, e por aqui, e por ali, soube me bem não te ver sem ser assim.
Mesmo assim, não te vi, soube me bem não te ver, mas embora fuja de ti.
Assim na invisibilidade, assim na transparência sabe me bem este sim.
E sim, vou até ao sim, e assim soube me sempre bem ter ganho no principio, no meio e neste Fim!

Espécie Desigual

Anseio criativo, vontade voraz, rasgo de algodão em pó, bebo o suor que nasce neste nó, lambo a pele, sangro o corpo, despejo prazer, revejo me em dor.

Dor, Dor, Dor, desta espécie de amor.

Ganho força ainda mais força, sinto um descontrole letal, beijo te com o corpo de inveja, banho te de mim, sem preconceito tal, parto o barro, agarro o naco, revivo te a vida.

Vida, vida, vida, este anseio que arde à deriva.

Deixa cair o que te cobre, abandona te antes que algo mais me desperte, antes que alguém me leve, antes que a loucura tome conta de ti,

A Ti, de Ti, para Ti, estou eu aqui nesta espécie de Amor.

Quero cruzar me em nudez, quero ser crua, quero ser brutalidade, quero abraçar te em devaneio, quero os meus pés em partes.

Parte, Parte, Parte para bem perto mim.

Fotografa me com a mente, cheira me com os dedos, usa o veículo perfeito para vaguearmos pelo céu escuro pontuado de brilhantes.

Brilho, Brilho, Brilho em reflexo dos teus olhos.

Reboliço, ansiedade, desespero, vaidade, não me interessa, quero te e quero te cada vez mais, porque sei que já te doaste a mim.

A Mim, em Mim, para Mim, é tudo o que te resta.

E entre variantes de milhares de sentir, quero esta espécie de Amor que me enche de vida, que te faz escorregar em loucura à minha porta.

Quero esta espécie de Amor que não me traz mal, apenas me dá tudo de bom, que se mostra, que se dá, que contempla.

Amor, Amor, Amor, esse desigual que tu tens para mim, sem dor.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Gente… Tanta Gente!

Estou em estruturação, talvez até em negação, estou em peso de algo que não sei o que é, talvez até nem seja nada meu, tenho como mania sentir o que não vejo e ver o que não sinto, cansa me isto!

Não gosto muito de andar por ai assim, assim como se fosse dormir e não pudesse fechar os olhos, assim como se nos ombros carregasse uma criança feliz mas que não lhe vejo a cara.

Estou ainda em plena intoxicação, tantas cores, tantos sabores, tanta gente que não me diz nada, palavras, tantas palavras interessantes se fosse noutro contexto, tantos olhares vazios, falsos, remexidos, cansados, tristes, apagados, carregados de vidas manhosas, de vidas pouco completas.

Fiquei me pela admiração das ondas estranhas que trago na cabeça, pelo azul petróleo que se balouçava em mim, pelos amigos que encontrei inesperadamente, pelas fotos tiradas por inspiração num momento de profundo desapego e empolgamento.

A noite caiu, a noite densa, fechada, encaminhou me para outros rumos, destino em que me esperavam dentro de um jogo de cartas ensonado, onde o pão ensopado no molho de alho, delicioso, ajudou a terminar o dia em paz.

No entanto trouxe para casa pesos, muitos pesos e estes terão que sair todos hoje, porque realmente não são meus, são de quem os voltará a carregar até ao dia em que decidam que também não deveram carrega-los mais.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Em rota contrária…

São os sons de uma Índia profunda, trazia aos ocidentais da memória actual, retalhada pelos movimentos imitados das mãos e braços de alguém que já viveu quase tudo mas ainda exalta por viver mais e mais, é a vontade de libertação de um corpo em plena liberdade, são risos limpos, risos leves, risos que carregam juventude, que descarregam a realidade em pequenas doses de pouca amargura mistura com a alegria de viver sem tormentos.

Mas hoje decidi esquecer tudo, deixar tudo o que nunca tive, para trás, decidi ir beber outras águas e escravizar as hipóteses de quem quer fazer tudo por mim, deixar para trás quem nada faz, quem nada emana, vou pedalar para junto de quem me quer, banhar me na cor azul transparente que está disponível e depois rir ao vosso lado, doces, plenos, inigualáveis, retratados numa momento de pura natureza, de pura inocência, de puro prazer da mais pura essência.

São pares de olhos doces, cabelos apanhados, pernas com força, vitalidade de uma infância a começar, de um Ser como ser para uma vivência longa, onde tudo será feito com consciência, intensidade, dimensão da imensidão que pode ser uma vida, não será, nunca será em vão, pois tudo tem um significado, tudo tem um instante de intimidade, de refúgio, de recorte da silhueta que me assiste, que me leva os pés pela calçada quente do sol intenso.

E é na vinha que se faz um vinho aberto, de aromas frescos e repletos de uma verdade única, é na pele que tudo cresce, que tudo se entranha e vence a razão, passa para a outra dimensão e fecha se assim um ciclo, abrindo outros mais que perduraram para sempre num Cosmo absoluto, no traçar de novas conquistas, nas loucuras não existentes e que deixam de ter razão para acontecerem, o vinho da vida que nos traz momentos nunca vividos, é perfeitamente inacabado!