Trinquei uma árvore só para saber como sabia, soube me bem.
Acompanhei com o teu coração de lata, soube me tão bem.
Bebi lhe a seiva, bom néctar, soube me assim, assim.
Refresquei a com o teu sangue gelado, soube me ainda melhor.
Mesmo assim, correste atrás de mim, não me soube bem, fugir de ti.
Mas tinha que ser por aqui, e por aqui, e por ali, soube me bem não te ver sem ser assim.
Mesmo assim, não te vi, soube me bem não te ver, mas embora fuja de ti.
Assim na invisibilidade, assim na transparência sabe me bem este sim.
E sim, vou até ao sim, e assim soube me sempre bem ter ganho no principio, no meio e neste Fim!
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Espécie Desigual
Anseio criativo, vontade voraz, rasgo de algodão em pó, bebo o suor que nasce neste nó, lambo a pele, sangro o corpo, despejo prazer, revejo me em dor.
Dor, Dor, Dor, desta espécie de amor.
Ganho força ainda mais força, sinto um descontrole letal, beijo te com o corpo de inveja, banho te de mim, sem preconceito tal, parto o barro, agarro o naco, revivo te a vida.
Vida, vida, vida, este anseio que arde à deriva.
Deixa cair o que te cobre, abandona te antes que algo mais me desperte, antes que alguém me leve, antes que a loucura tome conta de ti,
A Ti, de Ti, para Ti, estou eu aqui nesta espécie de Amor.
Quero cruzar me em nudez, quero ser crua, quero ser brutalidade, quero abraçar te em devaneio, quero os meus pés em partes.
Parte, Parte, Parte para bem perto mim.
Fotografa me com a mente, cheira me com os dedos, usa o veículo perfeito para vaguearmos pelo céu escuro pontuado de brilhantes.
Brilho, Brilho, Brilho em reflexo dos teus olhos.
Reboliço, ansiedade, desespero, vaidade, não me interessa, quero te e quero te cada vez mais, porque sei que já te doaste a mim.
A Mim, em Mim, para Mim, é tudo o que te resta.
E entre variantes de milhares de sentir, quero esta espécie de Amor que me enche de vida, que te faz escorregar em loucura à minha porta.
Quero esta espécie de Amor que não me traz mal, apenas me dá tudo de bom, que se mostra, que se dá, que contempla.
Amor, Amor, Amor, esse desigual que tu tens para mim, sem dor.
Dor, Dor, Dor, desta espécie de amor.
Ganho força ainda mais força, sinto um descontrole letal, beijo te com o corpo de inveja, banho te de mim, sem preconceito tal, parto o barro, agarro o naco, revivo te a vida.
Vida, vida, vida, este anseio que arde à deriva.
Deixa cair o que te cobre, abandona te antes que algo mais me desperte, antes que alguém me leve, antes que a loucura tome conta de ti,
A Ti, de Ti, para Ti, estou eu aqui nesta espécie de Amor.
Quero cruzar me em nudez, quero ser crua, quero ser brutalidade, quero abraçar te em devaneio, quero os meus pés em partes.
Parte, Parte, Parte para bem perto mim.
Fotografa me com a mente, cheira me com os dedos, usa o veículo perfeito para vaguearmos pelo céu escuro pontuado de brilhantes.
Brilho, Brilho, Brilho em reflexo dos teus olhos.
Reboliço, ansiedade, desespero, vaidade, não me interessa, quero te e quero te cada vez mais, porque sei que já te doaste a mim.
A Mim, em Mim, para Mim, é tudo o que te resta.
E entre variantes de milhares de sentir, quero esta espécie de Amor que me enche de vida, que te faz escorregar em loucura à minha porta.
Quero esta espécie de Amor que não me traz mal, apenas me dá tudo de bom, que se mostra, que se dá, que contempla.
Amor, Amor, Amor, esse desigual que tu tens para mim, sem dor.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Gente… Tanta Gente!
Estou em estruturação, talvez até em negação, estou em peso de algo que não sei o que é, talvez até nem seja nada meu, tenho como mania sentir o que não vejo e ver o que não sinto, cansa me isto!
Não gosto muito de andar por ai assim, assim como se fosse dormir e não pudesse fechar os olhos, assim como se nos ombros carregasse uma criança feliz mas que não lhe vejo a cara.
Estou ainda em plena intoxicação, tantas cores, tantos sabores, tanta gente que não me diz nada, palavras, tantas palavras interessantes se fosse noutro contexto, tantos olhares vazios, falsos, remexidos, cansados, tristes, apagados, carregados de vidas manhosas, de vidas pouco completas.
Fiquei me pela admiração das ondas estranhas que trago na cabeça, pelo azul petróleo que se balouçava em mim, pelos amigos que encontrei inesperadamente, pelas fotos tiradas por inspiração num momento de profundo desapego e empolgamento.
A noite caiu, a noite densa, fechada, encaminhou me para outros rumos, destino em que me esperavam dentro de um jogo de cartas ensonado, onde o pão ensopado no molho de alho, delicioso, ajudou a terminar o dia em paz.
No entanto trouxe para casa pesos, muitos pesos e estes terão que sair todos hoje, porque realmente não são meus, são de quem os voltará a carregar até ao dia em que decidam que também não deveram carrega-los mais.
Não gosto muito de andar por ai assim, assim como se fosse dormir e não pudesse fechar os olhos, assim como se nos ombros carregasse uma criança feliz mas que não lhe vejo a cara.
Estou ainda em plena intoxicação, tantas cores, tantos sabores, tanta gente que não me diz nada, palavras, tantas palavras interessantes se fosse noutro contexto, tantos olhares vazios, falsos, remexidos, cansados, tristes, apagados, carregados de vidas manhosas, de vidas pouco completas.
Fiquei me pela admiração das ondas estranhas que trago na cabeça, pelo azul petróleo que se balouçava em mim, pelos amigos que encontrei inesperadamente, pelas fotos tiradas por inspiração num momento de profundo desapego e empolgamento.
A noite caiu, a noite densa, fechada, encaminhou me para outros rumos, destino em que me esperavam dentro de um jogo de cartas ensonado, onde o pão ensopado no molho de alho, delicioso, ajudou a terminar o dia em paz.
No entanto trouxe para casa pesos, muitos pesos e estes terão que sair todos hoje, porque realmente não são meus, são de quem os voltará a carregar até ao dia em que decidam que também não deveram carrega-los mais.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Em rota contrária…
São os sons de uma Índia profunda, trazia aos ocidentais da memória actual, retalhada pelos movimentos imitados das mãos e braços de alguém que já viveu quase tudo mas ainda exalta por viver mais e mais, é a vontade de libertação de um corpo em plena liberdade, são risos limpos, risos leves, risos que carregam juventude, que descarregam a realidade em pequenas doses de pouca amargura mistura com a alegria de viver sem tormentos.
Mas hoje decidi esquecer tudo, deixar tudo o que nunca tive, para trás, decidi ir beber outras águas e escravizar as hipóteses de quem quer fazer tudo por mim, deixar para trás quem nada faz, quem nada emana, vou pedalar para junto de quem me quer, banhar me na cor azul transparente que está disponível e depois rir ao vosso lado, doces, plenos, inigualáveis, retratados numa momento de pura natureza, de pura inocência, de puro prazer da mais pura essência.
São pares de olhos doces, cabelos apanhados, pernas com força, vitalidade de uma infância a começar, de um Ser como ser para uma vivência longa, onde tudo será feito com consciência, intensidade, dimensão da imensidão que pode ser uma vida, não será, nunca será em vão, pois tudo tem um significado, tudo tem um instante de intimidade, de refúgio, de recorte da silhueta que me assiste, que me leva os pés pela calçada quente do sol intenso.
E é na vinha que se faz um vinho aberto, de aromas frescos e repletos de uma verdade única, é na pele que tudo cresce, que tudo se entranha e vence a razão, passa para a outra dimensão e fecha se assim um ciclo, abrindo outros mais que perduraram para sempre num Cosmo absoluto, no traçar de novas conquistas, nas loucuras não existentes e que deixam de ter razão para acontecerem, o vinho da vida que nos traz momentos nunca vividos, é perfeitamente inacabado!
Mas hoje decidi esquecer tudo, deixar tudo o que nunca tive, para trás, decidi ir beber outras águas e escravizar as hipóteses de quem quer fazer tudo por mim, deixar para trás quem nada faz, quem nada emana, vou pedalar para junto de quem me quer, banhar me na cor azul transparente que está disponível e depois rir ao vosso lado, doces, plenos, inigualáveis, retratados numa momento de pura natureza, de pura inocência, de puro prazer da mais pura essência.
São pares de olhos doces, cabelos apanhados, pernas com força, vitalidade de uma infância a começar, de um Ser como ser para uma vivência longa, onde tudo será feito com consciência, intensidade, dimensão da imensidão que pode ser uma vida, não será, nunca será em vão, pois tudo tem um significado, tudo tem um instante de intimidade, de refúgio, de recorte da silhueta que me assiste, que me leva os pés pela calçada quente do sol intenso.
E é na vinha que se faz um vinho aberto, de aromas frescos e repletos de uma verdade única, é na pele que tudo cresce, que tudo se entranha e vence a razão, passa para a outra dimensão e fecha se assim um ciclo, abrindo outros mais que perduraram para sempre num Cosmo absoluto, no traçar de novas conquistas, nas loucuras não existentes e que deixam de ter razão para acontecerem, o vinho da vida que nos traz momentos nunca vividos, é perfeitamente inacabado!
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
A Zeros… 00h00
Horas, horas das horas que não quero ter, não vou esperar, não vou caminhar mais num sentido em que na verdade não quero caminhar, quero vivenciar, apreciar, saborear, mas não quero perder a ilusão que me faz ver com brilho.
Quando as cenas, os flashes vêm menos doces, menos contemplativos, menos presentes, quando se deixam vencer pela possessão, pelo ciúme do que não te pertence, rebato, vou para bem longe do que não quero ter!
Agrada me a pressão dos corpos em reboliço, revejo os toques e a profundidade de um olhar “retinado”, elástico, volátil por entre os pensamentos de abandono do peso da realidade, dentro de um apetecer incontrolável inserido no controle.
A sombra das estrelas numa árvore caracterizada pela inconsciência, desmembrada por falta de amor, por falta de memória de viver, partindo um desatino espelhado, num sucesso de conquista tântrica a longo prazo.
O olhar prende se nos pés que articulam a micro descarga dos nervos que o corpo traz, o tremer da ânsia do que não foi, um agitar e balançar de encaixe pretendido, paredes de pele, que nos balizam.
Ancorados, carregados de pó numa traseira imaginária, por entre as lembranças das corridas, das loucuras, dos charcos, da água, do campo denso e quebrado pela colina em queda, em desespero das guias altas, esguias, altivas.
O conhecer o que será meu, talvez um dia, rotunda em espera pela volta que nos faz regressar a casa, pedra de calçada içada da pressão do caminho plano, manta sobre os ombros que te aquece a vontade de ficares.
Não tolero, não me dou, não me contento com a possessão, apenas a minha que trago nas veias mas que não exerço em ti porque não te quero, porque és meu sem ser, porque ainda não te abandonaste, porque nada disto é igual a mais nada.
Nada, é tudo o que terás de mim em possessão, em falta da verdade do que sentem os teus músculos, a tua força, o teu cerrar de dentes, a expressão de pulso do que pretendes esconder e rematas com falta de cuidado!
Cuidado, muito Cuidado… Porque o Nada pode Ser Tudo!
Quando as cenas, os flashes vêm menos doces, menos contemplativos, menos presentes, quando se deixam vencer pela possessão, pelo ciúme do que não te pertence, rebato, vou para bem longe do que não quero ter!
Agrada me a pressão dos corpos em reboliço, revejo os toques e a profundidade de um olhar “retinado”, elástico, volátil por entre os pensamentos de abandono do peso da realidade, dentro de um apetecer incontrolável inserido no controle.
A sombra das estrelas numa árvore caracterizada pela inconsciência, desmembrada por falta de amor, por falta de memória de viver, partindo um desatino espelhado, num sucesso de conquista tântrica a longo prazo.
O olhar prende se nos pés que articulam a micro descarga dos nervos que o corpo traz, o tremer da ânsia do que não foi, um agitar e balançar de encaixe pretendido, paredes de pele, que nos balizam.
Ancorados, carregados de pó numa traseira imaginária, por entre as lembranças das corridas, das loucuras, dos charcos, da água, do campo denso e quebrado pela colina em queda, em desespero das guias altas, esguias, altivas.
O conhecer o que será meu, talvez um dia, rotunda em espera pela volta que nos faz regressar a casa, pedra de calçada içada da pressão do caminho plano, manta sobre os ombros que te aquece a vontade de ficares.
Não tolero, não me dou, não me contento com a possessão, apenas a minha que trago nas veias mas que não exerço em ti porque não te quero, porque és meu sem ser, porque ainda não te abandonaste, porque nada disto é igual a mais nada.
Nada, é tudo o que terás de mim em possessão, em falta da verdade do que sentem os teus músculos, a tua força, o teu cerrar de dentes, a expressão de pulso do que pretendes esconder e rematas com falta de cuidado!
Cuidado, muito Cuidado… Porque o Nada pode Ser Tudo!
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Loucuras Prementes
As palavras são galopantes do vício que temos de as beber, não há entre nós dúvidas, questões ambíguas, apenas a verdade dura e pura, crua, não há hipocrisia, não existe motivo para mentira, entrasse de forma tranquila em estado de doce loucura.
No meio do doce, derramasse a loucura, disparam os músculos que nos fazem correr, simular a pressa, correr as estradas a fim de um encontro, deixar para trás o que nos mata, e viver livre a verdade única do que se pode sentir, do que se pode ganhar pela loucura simples.
O calor aumenta, enrola se o corpo na pele intacta, perdura o sol morno no desejo de arear os pés, por entre goles de amêndoas laminadas, ornamentadas a mel, decoradas por um vinho de tango sem igual, numa dança original, no remeter de ânsias e impulsos.
O riso aberto, desperto, os verdes, as bolas maduras, os chapéus que nos iluminam o rosto e nos deixam presos a um olhar pretendido, os passos lado a lado, um controle exacto da senha que nos faz esperar sem desesperar, não vim fazer nada, vim apenas contigo.
A rodar devagar, o sol recorta me os olhos, intensifica lhe a cor e o medo aumenta mas não te faz recuar, faz te andar, cada vez mais rápido, cada vez mais exacto, cada vez mais cuidado, cada vez mais atento, cada vez mais intenso, cada vez mais vivo.
Vamos trilhar o caminho para o Infinito, vamos viver entre especiarias, tecidos coloridos, essências poderosas, liberdades absolutas, belezas incomparáveis, desertos apaziguadores, peles quentes, vamos aprender a Viver…
No meio do doce, derramasse a loucura, disparam os músculos que nos fazem correr, simular a pressa, correr as estradas a fim de um encontro, deixar para trás o que nos mata, e viver livre a verdade única do que se pode sentir, do que se pode ganhar pela loucura simples.
O calor aumenta, enrola se o corpo na pele intacta, perdura o sol morno no desejo de arear os pés, por entre goles de amêndoas laminadas, ornamentadas a mel, decoradas por um vinho de tango sem igual, numa dança original, no remeter de ânsias e impulsos.
O riso aberto, desperto, os verdes, as bolas maduras, os chapéus que nos iluminam o rosto e nos deixam presos a um olhar pretendido, os passos lado a lado, um controle exacto da senha que nos faz esperar sem desesperar, não vim fazer nada, vim apenas contigo.
A rodar devagar, o sol recorta me os olhos, intensifica lhe a cor e o medo aumenta mas não te faz recuar, faz te andar, cada vez mais rápido, cada vez mais exacto, cada vez mais cuidado, cada vez mais atento, cada vez mais intenso, cada vez mais vivo.
Vamos trilhar o caminho para o Infinito, vamos viver entre especiarias, tecidos coloridos, essências poderosas, liberdades absolutas, belezas incomparáveis, desertos apaziguadores, peles quentes, vamos aprender a Viver…
terça-feira, 13 de julho de 2010
Não Me Dou...
Hoje deleito na calmaria que os teus passos me trouxeram, no controlo que trazes nos olhos, no medo de perder o que ainda não conquistaste, e quanto mais fundo, quanto mais perto me cheiras, quanto mais sede te mato, enquanto tudo acontece, mais puro vais ficando para mim.
E nas estradas que fazemos cruzar por entre a multidão que não pára de passar, vamos fazendo voar palavras e olhares teimosos de fixar, onde a sinceridade é dura, desperta, rasgada nos assentos separados pela faixa negra picada das pedras soltas, desequilibradas e leves.
Hoje sinto um peso absoluto, excitação ténue de verdade e de liberdade, de mensuráveis anseios que não se percebe onde começam e acabam, até quando, as rédeas do impulso, do ferver do sangue à flor da pele, o calor que aquece a separação do que nunca foi unido.
O abrandar das inquietações, preocupam me, não desejo perder a montanha russa de emoções que disputo contigo todos os dias, não quero perder o enlace das palavras ardentes, do fingir que aconteceu, quando nada se passou, quero sentir te assim, sempre igual ao que somos.
Refresca te a cada vez que me queres ver, e a cada vez que precisas respirar o mesmo ar, em que te entro pelas narinas, me instalo no teu cérebro e te deixo ainda mais agitado na perfeição da harmonia que te dou, porque não existe nada que queiras que eu não te dê, menos Eu!
E nas estradas que fazemos cruzar por entre a multidão que não pára de passar, vamos fazendo voar palavras e olhares teimosos de fixar, onde a sinceridade é dura, desperta, rasgada nos assentos separados pela faixa negra picada das pedras soltas, desequilibradas e leves.
Hoje sinto um peso absoluto, excitação ténue de verdade e de liberdade, de mensuráveis anseios que não se percebe onde começam e acabam, até quando, as rédeas do impulso, do ferver do sangue à flor da pele, o calor que aquece a separação do que nunca foi unido.
O abrandar das inquietações, preocupam me, não desejo perder a montanha russa de emoções que disputo contigo todos os dias, não quero perder o enlace das palavras ardentes, do fingir que aconteceu, quando nada se passou, quero sentir te assim, sempre igual ao que somos.
Refresca te a cada vez que me queres ver, e a cada vez que precisas respirar o mesmo ar, em que te entro pelas narinas, me instalo no teu cérebro e te deixo ainda mais agitado na perfeição da harmonia que te dou, porque não existe nada que queiras que eu não te dê, menos Eu!
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Impulsos… Quase Vencidos.
Deixo me, esquecida sobre os lençóis macios, com o pensamento nas tuas respostas, que sabia, que iriam chegar, mas o cansaço venceu me e contigo na mão, sei que adormeces comigo no pensamento.
Breve foi o sono, e eu novamente no teu pensamento, eu novamente na noite para ti desesperante do medo que deixou o arrependimento na rua, do impulso de me veres, olhares, hipnotizado pela luz que me dá a ti.
Descalço, só metade, descalço, adoramos constantemente as chances de nos pudermos ver e dissecar a cada minuto da escuridão ardida que percorreste só para me tocares, em bicadas, gestos controlados pela raiva do desejo, em rasgos de força reprimida.
As mãos e os dentes semi-cerrados gesticulam o desejo de agressão por repressão, e trilhas caminhos invisíveis por entre as gentes, só para te punires em mais um impulso insolente, em mais um punhado cheio de cabelos na tentativa de um colar profundo.
Mas quem olha, não pode ver e a vergonha de um estado começa a cair, prepara se para um novo estado, bifurcação no pensamento da proposta de ter tudo, com uma consciência absoluta da tua entrega.
É um Medo, é um Frio, é um Desejo, é um Consolidar, é para Andar Tranquilamente no caminho macio do Teu OlhaR e entre pós, fumos, cheiros, devaneios dos outros, foste encaminhado o teu iluminado no sentido Norte clivado com a mente no que Sou.
E de repente, dou por mim a ler letra a letra do que te escrevo e já sem postura, rendida ao cansaço, percebo que teria muito mais para contar se não penalizasse o meu impulso delirante, de um dia te saborear emoldurados pelo mar que areia os pés do desejo.
E assim, só me apetece ficar assim, com as asas fechadas, em espera, de Nós!
Breve foi o sono, e eu novamente no teu pensamento, eu novamente na noite para ti desesperante do medo que deixou o arrependimento na rua, do impulso de me veres, olhares, hipnotizado pela luz que me dá a ti.
Descalço, só metade, descalço, adoramos constantemente as chances de nos pudermos ver e dissecar a cada minuto da escuridão ardida que percorreste só para me tocares, em bicadas, gestos controlados pela raiva do desejo, em rasgos de força reprimida.
As mãos e os dentes semi-cerrados gesticulam o desejo de agressão por repressão, e trilhas caminhos invisíveis por entre as gentes, só para te punires em mais um impulso insolente, em mais um punhado cheio de cabelos na tentativa de um colar profundo.
Mas quem olha, não pode ver e a vergonha de um estado começa a cair, prepara se para um novo estado, bifurcação no pensamento da proposta de ter tudo, com uma consciência absoluta da tua entrega.
É um Medo, é um Frio, é um Desejo, é um Consolidar, é para Andar Tranquilamente no caminho macio do Teu OlhaR e entre pós, fumos, cheiros, devaneios dos outros, foste encaminhado o teu iluminado no sentido Norte clivado com a mente no que Sou.
E de repente, dou por mim a ler letra a letra do que te escrevo e já sem postura, rendida ao cansaço, percebo que teria muito mais para contar se não penalizasse o meu impulso delirante, de um dia te saborear emoldurados pelo mar que areia os pés do desejo.
E assim, só me apetece ficar assim, com as asas fechadas, em espera, de Nós!
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Retenção e Tensão… Paralelos Cruzados…
Sinto me em câmara lenta, debilitada pelas horas não dormidas, pela bebida não bebida, pelo não sentir os músculos que te seguraram os passos dados em frente, pelo fartar de fretes que o sitio esmagado pronunciou, pelo breve adormecer, rapidamente fechado em pequenas palavras de laivos de consciência.
Mas a dança de passos paralelos na calçada acidentada, onde os cheiros fortes e desagradáveis desaparecem à medida que acompanham silenciosamente as palavras feitas, as palavras frontais onde as caneladas não podem existir, onde os palavrões são expulsos e remetidos para o ver das minhas costas.
Um azul petróleo balouçante, que te faziam reter a ansiedade, inquietude, o desejo, a força de me agarrares, o travão da mente escondidas nos goles de verde alucinado, as músicas penetrantes e angustiantes que não ajudavam à sedução, o encontro de joelhos vencido pela exactidão do espaço.
A promessa da paga que é devida e será cumprida, pela honra, pela credibilidade do que defendo, pelo que assumo ser correcto dentro do incorrecto, e desejo o melhor do que se pode fazer, do que se pode melhorar, do que se pode ser de diferente e não talhado a mais um comum dos seres.
A diferença, faz se na intenção constante de aprender, de corrigir, de evoluir e copiar o que de melhor se cruzar no nosso caminho, olhar mais que 160 segundos no fundo dos teus olhos e perceberes que vives no fundo dos meus que te levam a beleza que sou sentada à tua frente.
Iluminada pela luz fresca e natural da continuação da noite, reflicto o meu verde de forma estranha, onde cresce o teu medo de mim, camuflados, os nervos, continuaram como a procura feita por ti, de mim mas não podes desistir do que tens para evoluir, do que tens para sentir, e sim, talvez seja eu covarde que não te devore agora, enquanto és meu!
Mas a dança de passos paralelos na calçada acidentada, onde os cheiros fortes e desagradáveis desaparecem à medida que acompanham silenciosamente as palavras feitas, as palavras frontais onde as caneladas não podem existir, onde os palavrões são expulsos e remetidos para o ver das minhas costas.
Um azul petróleo balouçante, que te faziam reter a ansiedade, inquietude, o desejo, a força de me agarrares, o travão da mente escondidas nos goles de verde alucinado, as músicas penetrantes e angustiantes que não ajudavam à sedução, o encontro de joelhos vencido pela exactidão do espaço.
A promessa da paga que é devida e será cumprida, pela honra, pela credibilidade do que defendo, pelo que assumo ser correcto dentro do incorrecto, e desejo o melhor do que se pode fazer, do que se pode melhorar, do que se pode ser de diferente e não talhado a mais um comum dos seres.
A diferença, faz se na intenção constante de aprender, de corrigir, de evoluir e copiar o que de melhor se cruzar no nosso caminho, olhar mais que 160 segundos no fundo dos teus olhos e perceberes que vives no fundo dos meus que te levam a beleza que sou sentada à tua frente.
Iluminada pela luz fresca e natural da continuação da noite, reflicto o meu verde de forma estranha, onde cresce o teu medo de mim, camuflados, os nervos, continuaram como a procura feita por ti, de mim mas não podes desistir do que tens para evoluir, do que tens para sentir, e sim, talvez seja eu covarde que não te devore agora, enquanto és meu!
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Largar e Segurar…
Abraça me com o teu espírito aberto, corta me a rédeas do correcto, emulsiona me no mais preciso momento de devoração, adormece me com um carinho recortado pelo mais que me queres, pelo desejo de me fazeres florir, retida na água da tua pele, na saliva que te seca no corpo envolvido em perturbação.
Rodeia me, ansioso, empolgado pelas vontades esquecidas da vida que se cruza à frente dos olhos fechados, atentos, pensamento desperto, a desenrugar com a tremura do que se sente, do medo de não conseguir quebrar as regras, imposto por quem desconhece a altivez do que fica registado na mais fina e delicada camada da epiderme da memória.
Vejo o desespero que tens em te digitalizares em mim, envolvente secreta, sem códigos como uma armadilha desarmada que a rebentação se faz apenas e só por me olhares, distante e tão perto, retido e extravasado, indiferente ao meu lado, incontrolável nas palavras que os dedos não seguram na mente.
Rodeia me, ansioso, empolgado pelas vontades esquecidas da vida que se cruza à frente dos olhos fechados, atentos, pensamento desperto, a desenrugar com a tremura do que se sente, do medo de não conseguir quebrar as regras, imposto por quem desconhece a altivez do que fica registado na mais fina e delicada camada da epiderme da memória.
Vejo o desespero que tens em te digitalizares em mim, envolvente secreta, sem códigos como uma armadilha desarmada que a rebentação se faz apenas e só por me olhares, distante e tão perto, retido e extravasado, indiferente ao meu lado, incontrolável nas palavras que os dedos não seguram na mente.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Rejeitar mas não Privar…
Entrei na casca de noz, abri as pétalas de sentir para receber o cheiro do vento que me leva de certo aos sabores que tenho que saborear, ao frio que me despe o corpo e me faz olhar para ti, bate me a maresia, e o desejo de me lavar em água e sal frescos, no verde-escuro e limpo, onde não te quero lançar para fora das minhas vontades.
Aos meus corais, abro as pratas do meu mar, complexo das verdades que assumo, não podem ser perturbados, nem cansados apenas acariciados pela doçura desesperada dos teus olhos e pelo que o magnetismo transita para o enigmático que te faz mergulhar profundamente nas minhas marés.
Rejeito os teus beijos, as tuas vontades, os teus impulsos, mas não me esqueço onde os deixei, não me esqueço de ser inteligente, e quando eu mandar no meu impulso, e quando as minhas tréguas se abrirem, irei buscar tudo o que me desejas dar, tudo o que anseias viver permanentemente.
O tempo, o tempo cansa me quando tenho tempo para ter tempo, não quero ter tempo, não preciso de tempo quando o tempo não te têm e não te traz a mim, consciente, baralhado dentro da tua adoração, dentro do brilhos que as esferas carregam, quando tudo se fecha para regressar na postura seguinte.
Quebras, quebras para encontrar de novo o caminho para a sedução nas palavras, quando a presença não é assim tão relevante, quando a evolução se mexe por entre as frases, por entre as provocações, por entre as músicas recolhidas que nos embalam os pensamentos criativos de dobrar este cabo, que não têm tormentas apenas mergulhos sóbrios!
E assim vou fazendo todas as vontades a que me proponho e emulsiono te com a minha saliva a cada beijo rejeitado que me torna cada vez mais asperamente macia!
Aos meus corais, abro as pratas do meu mar, complexo das verdades que assumo, não podem ser perturbados, nem cansados apenas acariciados pela doçura desesperada dos teus olhos e pelo que o magnetismo transita para o enigmático que te faz mergulhar profundamente nas minhas marés.
Rejeito os teus beijos, as tuas vontades, os teus impulsos, mas não me esqueço onde os deixei, não me esqueço de ser inteligente, e quando eu mandar no meu impulso, e quando as minhas tréguas se abrirem, irei buscar tudo o que me desejas dar, tudo o que anseias viver permanentemente.
O tempo, o tempo cansa me quando tenho tempo para ter tempo, não quero ter tempo, não preciso de tempo quando o tempo não te têm e não te traz a mim, consciente, baralhado dentro da tua adoração, dentro do brilhos que as esferas carregam, quando tudo se fecha para regressar na postura seguinte.
Quebras, quebras para encontrar de novo o caminho para a sedução nas palavras, quando a presença não é assim tão relevante, quando a evolução se mexe por entre as frases, por entre as provocações, por entre as músicas recolhidas que nos embalam os pensamentos criativos de dobrar este cabo, que não têm tormentas apenas mergulhos sóbrios!
E assim vou fazendo todas as vontades a que me proponho e emulsiono te com a minha saliva a cada beijo rejeitado que me torna cada vez mais asperamente macia!
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Há muitíssimo mais…
As cicatrizes que revejo de tempos a tempos, as marcas que me fazem lembrar o que já aconteceu, por onde andei, o que venci, o que me foi dado e o que foi conquistado, o que me levou a Ti!
Metade, tinha até agora metade, tudo pela metade pois és imensidão, és luxúria, sedução, apagão das minhas dores, enchimento da minha razão, do meu abraço, da minha emoção, do turbilhão que me preenche de alegria, que me eleva, que me faz imensamente feliz!
Pelo meio, era tudo o que eu tinha, era tudo o que achava existir, era tudo o que eu achava merecer… Tudo, muito mais, inigualável, é o que me dás a cada segundo que te dás a mim… A cada gota minha que vive em ti, a cada momento que somos Nós!
Metade, tinha até agora metade, tudo pela metade pois és imensidão, és luxúria, sedução, apagão das minhas dores, enchimento da minha razão, do meu abraço, da minha emoção, do turbilhão que me preenche de alegria, que me eleva, que me faz imensamente feliz!
Pelo meio, era tudo o que eu tinha, era tudo o que achava existir, era tudo o que eu achava merecer… Tudo, muito mais, inigualável, é o que me dás a cada segundo que te dás a mim… A cada gota minha que vive em ti, a cada momento que somos Nós!
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Cumplicidade…
Hoje estou exausta só por causa dos teus pensamentos em mim.
Hoje estou a cada passo mais consciente da tua existência e do teu Sentir.
Hoje estou perfeitamente plena para ser parte da tua entrega.
Hoje cresci mais um pouco, hoje sou magnitude e grandiosidade!
Hoje estou a cada passo mais consciente da tua existência e do teu Sentir.
Hoje estou perfeitamente plena para ser parte da tua entrega.
Hoje cresci mais um pouco, hoje sou magnitude e grandiosidade!
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Um dos MomentoS…
A cada banho que me preparas, a cada toque em que me secas e depois me hidratas a verdade que trazes contigo, a cada desenrolar do meu cabelo, a cada carícia perfumada com notas de almíscar e âmbar, dourado, vergados nas águas suaves, profundas que fazem deslizar os nossos corpos por entre a espuma delicada que nos amacia a pele, recosto a minha mente vazia para receber as memórias do momento e tranquila fecho os olhos para me deixar levar pela calmaria em que me deixas…
Projectamos palavras recheadas, conscientes do Presente que nos obriga a planear Futuro, deleitados numa cama que nos cobre de branco, frias as películas que nos dão um fino prazer aos sensores da existência em comum num ninho exaltado em que as vontades se fazem sentir e o mel em pó que polvilha os sentidos preenchidos pelas flores amarelas que presenteiam os toques, os arrepios e os beijos nervosos de um inspirar e expirar coeso, de uma charneira precisa que nos faz explorar, explorar, explorar…
Entre os pesos que pesam e desesperam por crescer, envolvem se as gotas livres de suor onde o odor é fresco e doce, que apenas a água pura consegue limpar, ripostando o lugar onde novos aromas vão entrando, escorrendo por cima dos poros abertos, regado pela tua epiderme que se realça na luz branca dos rasgos livres que as fachadas carregam nas frentes de um sítio que existe por ser nosso, pelos passos curtos e vigorosos que definem trilhos pequenos mas intensos, para a mistura ser refinada.
Vale o embaraço do abraço que me dás em qualquer lado, e vale as palavras em ebulição que me promovem o bater de peito aberto em que repousa todas as noites, o músculo que me deixa sentir te, onde não há normas, onde me abasteço de vida, onde me sossego e inquieto cada vez que preciso de voar, cada vez que preciso de me olhar, ver me cá dentro como se tivesse de fora, e render me a tudo o que trago comigo e a tudo o que anseio entregar te, por as tuas fundações são sólidas, sólidas como eu nunca vi…
E reflectimos sobre um verde elegante, que nos faz sentir o ar fresco do deslocar suave, da frescura das árvores que nos rodeiam, contemplando o azul quieto que se faz à nossa espera, e nós esperamos que o intervalo seja mais curto que um segundo para que o emulsionar comece e as presenças nunca sejam sentidas em falta… Toda a Vida!
Projectamos palavras recheadas, conscientes do Presente que nos obriga a planear Futuro, deleitados numa cama que nos cobre de branco, frias as películas que nos dão um fino prazer aos sensores da existência em comum num ninho exaltado em que as vontades se fazem sentir e o mel em pó que polvilha os sentidos preenchidos pelas flores amarelas que presenteiam os toques, os arrepios e os beijos nervosos de um inspirar e expirar coeso, de uma charneira precisa que nos faz explorar, explorar, explorar…
Entre os pesos que pesam e desesperam por crescer, envolvem se as gotas livres de suor onde o odor é fresco e doce, que apenas a água pura consegue limpar, ripostando o lugar onde novos aromas vão entrando, escorrendo por cima dos poros abertos, regado pela tua epiderme que se realça na luz branca dos rasgos livres que as fachadas carregam nas frentes de um sítio que existe por ser nosso, pelos passos curtos e vigorosos que definem trilhos pequenos mas intensos, para a mistura ser refinada.
Vale o embaraço do abraço que me dás em qualquer lado, e vale as palavras em ebulição que me promovem o bater de peito aberto em que repousa todas as noites, o músculo que me deixa sentir te, onde não há normas, onde me abasteço de vida, onde me sossego e inquieto cada vez que preciso de voar, cada vez que preciso de me olhar, ver me cá dentro como se tivesse de fora, e render me a tudo o que trago comigo e a tudo o que anseio entregar te, por as tuas fundações são sólidas, sólidas como eu nunca vi…
E reflectimos sobre um verde elegante, que nos faz sentir o ar fresco do deslocar suave, da frescura das árvores que nos rodeiam, contemplando o azul quieto que se faz à nossa espera, e nós esperamos que o intervalo seja mais curto que um segundo para que o emulsionar comece e as presenças nunca sejam sentidas em falta… Toda a Vida!
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Desejo me em Ti
Veste me, veste me com a nudez que desejas em mim,
Tapa me, tapa me com a vontade que tens de mim,
Roda me, roda me com a força que sabes ter por mim.
Rasga me o desejo que a roupa esconde,
Lambe me o coração que trago nas costas,
Acaricia me o prazer que tenho nas mãos,
Percorre me como o sangue nas veias.
Ouve me, ouve me quando em silêncio grito por ti,
Balouça me, balouça me o corpo em queda por ti,
Beija me, beija me num respirar fervilhado de ti.
Lava me o corpo do que foi para receber o que é,
Raspa me os músculos para o começo a sério,
Rompe me os sentidos com o apego total,
Segura me os ombros e deita te a meus pés.
Dança me, dança me como a chuva faz ao vento,
Levanta me, levanta me até ao inteiro do teu Ser,
Sente me, sente me como não existisse Amanhã.
Fervem os líquidos da vida por entre paredes abertas,
Cresce a voracidade de ambos que vive num todo,
Arrepiam se as peles que se juntam em engrenagem,
Deleitam se as vontades certas de um momento único.
Único dos muitos únicos que surgiram na intensidade do
olfacto de quem sabe Desejar, Amar, Vivenciar e Acreditar…
Tapa me, tapa me com a vontade que tens de mim,
Roda me, roda me com a força que sabes ter por mim.
Rasga me o desejo que a roupa esconde,
Lambe me o coração que trago nas costas,
Acaricia me o prazer que tenho nas mãos,
Percorre me como o sangue nas veias.
Ouve me, ouve me quando em silêncio grito por ti,
Balouça me, balouça me o corpo em queda por ti,
Beija me, beija me num respirar fervilhado de ti.
Lava me o corpo do que foi para receber o que é,
Raspa me os músculos para o começo a sério,
Rompe me os sentidos com o apego total,
Segura me os ombros e deita te a meus pés.
Dança me, dança me como a chuva faz ao vento,
Levanta me, levanta me até ao inteiro do teu Ser,
Sente me, sente me como não existisse Amanhã.
Fervem os líquidos da vida por entre paredes abertas,
Cresce a voracidade de ambos que vive num todo,
Arrepiam se as peles que se juntam em engrenagem,
Deleitam se as vontades certas de um momento único.
Único dos muitos únicos que surgiram na intensidade do
olfacto de quem sabe Desejar, Amar, Vivenciar e Acreditar…
terça-feira, 22 de junho de 2010
Entrando Assim...
Porque me enches de carinho genuíno como se eu fosse só à face da Terra?
Porque sou eu tão Diferente e Especial para Ti?
Porque não tens medo dos meus receios?
Porque é que estás sempre presente, sempre atento a tudo o que Sou?
Porque é tão importante tudo o que quero, ao nada que preciso de Ti?
Porque já és Tu apenas e só Meu?
Porque me penteias os cabelos como os dedos à sombra do Mar sem fundo?
Porque me olhas como eu sou, como ninguém conseguiu fazer antes?
Porque me hidratas a pele como o melhor que trazes no Cardíaco que treme?
Porque te dedicas a Mim como um Presente dos Deuses que me Protegem?
Porque queres Ser Meu quando já te rendeste aos meus braços?
Porque já não desejas continuar sem que esteja por perto?
Assim consigo perceber as diferenças de um sentimento maduro, sólido.
Assim entendo a dimensão de alguém completo, consciente, presente.
Assim absorvo tudo o que me queres fazer viver em Pleno.
Assim e sem questões mesquinhas percebo o que é Amar de Verdade.
Assim sei o que é não ter barreiras, nem fronteiras, nem distâncias.
Assim continuarei a acreditar que não há obstáculos quando se Ama.
Pensei que já não tinha direito a Viver mais!
Achei que tinha terminado as chances de Ser Feliz!
Pensei que o mundo tinha atingido o seu Limite comigo!
Achei que tinha que ter uma oportunidade, não me via tão merecedora assim!
Pensei em Ti, o Complemento, o Sentido mas não sabia que Existias!
Achei bem, porque estás agora completamente entregue apenas ao que Sou!
Assim continuarei em frente, completa mas agora ao Teu Lado.
Assim venço os meus receios e entrego te a minha profunda Essência.
Assim percebi que mereço mais, integralmente Melhor.
Assim vejo que tudo o que tive até agora era metade.
Assim deixo me dançar nos teus braços para a cumplicidade ser Maior.
Assim deixo este Amor crescer sem Fim.
E entendo agora as loucuras que se conseguem fazer por Amar, simplesmente Amar com tudo o que somos e não somos, com tudo o que é relevante, com tudo o que tem importância e não têm, com tudo o que é ultrapassado por me Amares Assim… Infinitamente!
Porque sou eu tão Diferente e Especial para Ti?
Porque não tens medo dos meus receios?
Porque é que estás sempre presente, sempre atento a tudo o que Sou?
Porque é tão importante tudo o que quero, ao nada que preciso de Ti?
Porque já és Tu apenas e só Meu?
Porque me penteias os cabelos como os dedos à sombra do Mar sem fundo?
Porque me olhas como eu sou, como ninguém conseguiu fazer antes?
Porque me hidratas a pele como o melhor que trazes no Cardíaco que treme?
Porque te dedicas a Mim como um Presente dos Deuses que me Protegem?
Porque queres Ser Meu quando já te rendeste aos meus braços?
Porque já não desejas continuar sem que esteja por perto?
Assim consigo perceber as diferenças de um sentimento maduro, sólido.
Assim entendo a dimensão de alguém completo, consciente, presente.
Assim absorvo tudo o que me queres fazer viver em Pleno.
Assim e sem questões mesquinhas percebo o que é Amar de Verdade.
Assim sei o que é não ter barreiras, nem fronteiras, nem distâncias.
Assim continuarei a acreditar que não há obstáculos quando se Ama.
Pensei que já não tinha direito a Viver mais!
Achei que tinha terminado as chances de Ser Feliz!
Pensei que o mundo tinha atingido o seu Limite comigo!
Achei que tinha que ter uma oportunidade, não me via tão merecedora assim!
Pensei em Ti, o Complemento, o Sentido mas não sabia que Existias!
Achei bem, porque estás agora completamente entregue apenas ao que Sou!
Assim continuarei em frente, completa mas agora ao Teu Lado.
Assim venço os meus receios e entrego te a minha profunda Essência.
Assim percebi que mereço mais, integralmente Melhor.
Assim vejo que tudo o que tive até agora era metade.
Assim deixo me dançar nos teus braços para a cumplicidade ser Maior.
Assim deixo este Amor crescer sem Fim.
E entendo agora as loucuras que se conseguem fazer por Amar, simplesmente Amar com tudo o que somos e não somos, com tudo o que é relevante, com tudo o que tem importância e não têm, com tudo o que é ultrapassado por me Amares Assim… Infinitamente!
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Deixo-me em Ti e Agradeço.
Sem respostas, sem vénias, sem medos, sem dor, questionei, e deixei me vestir pela única verdade que arremata as opções de se ser e não ser, foi tão vazio, onde a voz já não me faz ansiar nada, onde as palavras são ocas e inúteis, onde nada se avista justo, pelo contrário, já nem me virei de frente, mantive me de costas, fechei as portas e caminhei para outros abraços, para o aconchego do rolar rápido das rodas seguras sobre uma estrada branca que subia e descia, que se retia e desprendia em flashes de luz forte, entre indicações divinas que nos levou ao mar aberto e à música batente no peito, às palavras atentas, aos mundos diferentes e tão iguais.
Espinhosa a memória mas já não é importante, já não me trava o mundo, as verdades ou as incertezas, que passaram a ser certezas, fontes abertas daquilo que não quero mais para mim, já não te quero, já não ouço na tua voz os sons que me cativavam e sim, fui sempre feliz, e sim, fui sempre mais e serei sempre melhor, sim, mereço um exclusivo de corpo e alma, notado pela diferença de ser e agir, que não saiba o que é o medo de amar, o medo de desejar incondicionalmente, o medo de me admirar sem tréguas, o querer desenfreadamente, sem que a mentira passe pela boca, onde dar os 1000000% seja sempre o valor mínimo, onde somos só um!
Deixo assim e aqui o meu profundo agradecimento ao empenho, a tua mão na minha, a tua corda à volta da minha cintura, o banho que me deste às entranhas que a mentira sujou, a dança que me concedeste, o carinho que me despertou e me afaga cuidadosamente, os beijos quentes e frios que me enaltecem o Corpo, o Espírito, a Pele, a Alma, tranquilizam me como uma doce anestesia de flores em campo verdejante onde me confundo com o Céu, onde me deito nas nuvens, e viajo no vento a caminho de tudo o que me queres dar sem pedir nada em troca, sem me impores regras, consciente de que a minha Adoração por ti existe e nada a pode distrair do meu caminho até ti.
Fazes a felicidade parecer mínima ao lado da imensidão que me dás, fazes me sentir que não mereço tanto, tanto mas tanto do que me dás e me queres dar, assim sinto me a navegar num mar de mel límpido, de algodão doce e chocolate quente, nos braços de quem nunca imaginei ser transcendentemente, inimaginável completa, venerada pelos mais sólidos momentos e princípios, guardada como um pedra preciosa dentro de um cofre transparente, translúcido que me deixa sair e entrar quando eu bem entender, sabendo sempre que posso pousar nos teus troncos fortes, expectantes por mim, desejosos dos meus pés quando decido descansar as asas…
Assim como os teus troncos ligados ao corpo forte, enraizado na verdade da terra do teu amor por mim, e que estarão sempre para mim, dentro de um abraço delicioso, estarei eu também inteira, todos os dias para me deitar nos teus braços, me embalar na tua Essência, e dormir protegida dentro de uma Beleza inconfundível, dentro de algo tão genuíno que pensava só existir em mim.
Espinhosa a memória mas já não é importante, já não me trava o mundo, as verdades ou as incertezas, que passaram a ser certezas, fontes abertas daquilo que não quero mais para mim, já não te quero, já não ouço na tua voz os sons que me cativavam e sim, fui sempre feliz, e sim, fui sempre mais e serei sempre melhor, sim, mereço um exclusivo de corpo e alma, notado pela diferença de ser e agir, que não saiba o que é o medo de amar, o medo de desejar incondicionalmente, o medo de me admirar sem tréguas, o querer desenfreadamente, sem que a mentira passe pela boca, onde dar os 1000000% seja sempre o valor mínimo, onde somos só um!
Deixo assim e aqui o meu profundo agradecimento ao empenho, a tua mão na minha, a tua corda à volta da minha cintura, o banho que me deste às entranhas que a mentira sujou, a dança que me concedeste, o carinho que me despertou e me afaga cuidadosamente, os beijos quentes e frios que me enaltecem o Corpo, o Espírito, a Pele, a Alma, tranquilizam me como uma doce anestesia de flores em campo verdejante onde me confundo com o Céu, onde me deito nas nuvens, e viajo no vento a caminho de tudo o que me queres dar sem pedir nada em troca, sem me impores regras, consciente de que a minha Adoração por ti existe e nada a pode distrair do meu caminho até ti.
Fazes a felicidade parecer mínima ao lado da imensidão que me dás, fazes me sentir que não mereço tanto, tanto mas tanto do que me dás e me queres dar, assim sinto me a navegar num mar de mel límpido, de algodão doce e chocolate quente, nos braços de quem nunca imaginei ser transcendentemente, inimaginável completa, venerada pelos mais sólidos momentos e princípios, guardada como um pedra preciosa dentro de um cofre transparente, translúcido que me deixa sair e entrar quando eu bem entender, sabendo sempre que posso pousar nos teus troncos fortes, expectantes por mim, desejosos dos meus pés quando decido descansar as asas…
Assim como os teus troncos ligados ao corpo forte, enraizado na verdade da terra do teu amor por mim, e que estarão sempre para mim, dentro de um abraço delicioso, estarei eu também inteira, todos os dias para me deitar nos teus braços, me embalar na tua Essência, e dormir protegida dentro de uma Beleza inconfundível, dentro de algo tão genuíno que pensava só existir em mim.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Nunca vou caindo… Caio
Não me vou desvendar porque nem eu sei como fazê-lo, aos meus olhos, nem imagino como fazer, aos olhos dos outros tão pouco, compreender por não compreender o que não tem entendimento dentro da argola que simplesmente não me define, não me baliza, tão pouco me questiona, não me dá tréguas, o mais singelo pensamento que tenho até acerca de uma formiga que na passadiço me come os pés com tamanha fúria por a ter privado do seu espaço e me agride novamente empoleirada no que me obriga a novo passo.
Flutuo por entre as emoções de tudo e de todos e tento perceber o que nunca senti para conseguir fazer uma avaliação justa do que me rodeia, para não ser fútil, para não passar ao lado de tantas emoções relevantes, altivas, decompostas por milhões de gestos, olhares e toques de água que me lavam a memória cada vez que olho para uma nova vida, um novo mundo, um novo crescimento de ideias e criação imediata da reinvenção das formas específicas de viver mais, melhor, em pleno.
Não tenho recaídas, simplesmente caio redondamente ou levanto me majestosamente como um bater de asas que me devolve a liberdade dos céus, dos mundos, dos mares e das marés, das vezes da lua, do poder do sol, da harmonia de andar por entre o que me apetecer e exaustivamente, usar as palavras que me deitam sobre as suas maneiras e me levam sobre a brisa estreita dos canais abertos que se encontram por qualquer sitio em que eu deseje entrar, em que eu deseje ficar.
Nunca recaio, apenas caio, e depois de reconhecer e respirar o solo, a terra macia que me rebate, empurra e aleija, levanto me, levanto me sempre, abro as asas e bato com todo o fio de força que fica sempre em mim, para de seguida conseguir voar, cruzar os azuis, brancos e amarelos para me encher de Vida, para me repristinar, para viver ainda mais, para crescer sem limite, para questionar em todas as direcções, para respirar, para sentir, para perceber que existem cada vez mais mundos a explorar...
E por isso eu nunca recaio apenas caio, levanto me e depois não uso mais as pernas, só as asas e voo sobre o melhor do Mundo!
Flutuo por entre as emoções de tudo e de todos e tento perceber o que nunca senti para conseguir fazer uma avaliação justa do que me rodeia, para não ser fútil, para não passar ao lado de tantas emoções relevantes, altivas, decompostas por milhões de gestos, olhares e toques de água que me lavam a memória cada vez que olho para uma nova vida, um novo mundo, um novo crescimento de ideias e criação imediata da reinvenção das formas específicas de viver mais, melhor, em pleno.
Não tenho recaídas, simplesmente caio redondamente ou levanto me majestosamente como um bater de asas que me devolve a liberdade dos céus, dos mundos, dos mares e das marés, das vezes da lua, do poder do sol, da harmonia de andar por entre o que me apetecer e exaustivamente, usar as palavras que me deitam sobre as suas maneiras e me levam sobre a brisa estreita dos canais abertos que se encontram por qualquer sitio em que eu deseje entrar, em que eu deseje ficar.
Nunca recaio, apenas caio, e depois de reconhecer e respirar o solo, a terra macia que me rebate, empurra e aleija, levanto me, levanto me sempre, abro as asas e bato com todo o fio de força que fica sempre em mim, para de seguida conseguir voar, cruzar os azuis, brancos e amarelos para me encher de Vida, para me repristinar, para viver ainda mais, para crescer sem limite, para questionar em todas as direcções, para respirar, para sentir, para perceber que existem cada vez mais mundos a explorar...
E por isso eu nunca recaio apenas caio, levanto me e depois não uso mais as pernas, só as asas e voo sobre o melhor do Mundo!
terça-feira, 15 de junho de 2010
Tudo…
Relembro me num mundo perfeito de luz e embalo, onde era cuidada com uma pérola, protegida a diamante, relembro me da carícia que me vestia todos os dias e do despertar atencioso e sublime de todos os certos minutos.
Deito me sobre as memórias que se levedam no meu pensamento e não me deixam esquecer de quem és e do que te tornaste, serena, desperta, acredito no dia de amanhã, no que o teu cardíaco regista a todos os instantes.
Sinto te, choro as tuas lágrimas, marco cada momento da tua covardia, e vejo futuramente a tua presença física constante, desesperada por me alcançar, conquistadora, empenhada ainda mais e muito mais do que era antes.
Rendido e arrastado pelas vontades dos outros, fazes tudo para um dia eu me olhar para ti, com a certeza que estiveste sempre a olhar por mim, sou a tua fonte, sou o teu equilíbrio e tudo é feito em prol do que represento, do que sou exclusivamente para ti.
Quanto mais inundado te encontras mais me valorizas, mais te peso, mais sou importante e diferente de tudo, mais relevo tenho nos teus passos, nos teus objectivos, no teu caminho construído com esforço para me orgulhar de ti.
Tudo muda, menos o que sentes por mim, tudo é estranho menos eu em ti, tudo queres mas nada faz sentido sem mim, tudo anda mas tudo pára se não estou, apenas sou o que sempre fui para ti, TUDO!
E TUDO, É MESMO TUDO!!!
Deito me sobre as memórias que se levedam no meu pensamento e não me deixam esquecer de quem és e do que te tornaste, serena, desperta, acredito no dia de amanhã, no que o teu cardíaco regista a todos os instantes.
Sinto te, choro as tuas lágrimas, marco cada momento da tua covardia, e vejo futuramente a tua presença física constante, desesperada por me alcançar, conquistadora, empenhada ainda mais e muito mais do que era antes.
Rendido e arrastado pelas vontades dos outros, fazes tudo para um dia eu me olhar para ti, com a certeza que estiveste sempre a olhar por mim, sou a tua fonte, sou o teu equilíbrio e tudo é feito em prol do que represento, do que sou exclusivamente para ti.
Quanto mais inundado te encontras mais me valorizas, mais te peso, mais sou importante e diferente de tudo, mais relevo tenho nos teus passos, nos teus objectivos, no teu caminho construído com esforço para me orgulhar de ti.
Tudo muda, menos o que sentes por mim, tudo é estranho menos eu em ti, tudo queres mas nada faz sentido sem mim, tudo anda mas tudo pára se não estou, apenas sou o que sempre fui para ti, TUDO!
E TUDO, É MESMO TUDO!!!
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Caminhos Cruzados…
Mais um marco determinante, mais uma etapa ultrapassada, mais uma grande lição vivida e apreendida no mais fundo do que sou, isto porque já ajudo quem por elas passam agora, neste momento, tudo passa, tudo acaba por ter outro nível de importância, tudo fica relevante quando se faz ser relevante, tudo é mais quando trabalha para merecer esse mais, e quando assim não é, acaba por se perder por entre os tempos.
Os sentimentos, novos sentimentos florescem e brilham com um valor realmente significativo, novos carinhos e atenções se constroem, e o cuidado é tanto aliado a um respeito e admiração tal, que é só o que é necessário, surpreendente, o quanto podemos ser realmente importantes para alguém só pelo que somos, defendemos e acreditamos, impressionante como é sincero e original o amor e amizade demonstrada.
E a força que nos transmite, a vontade de estar por perto, o desejo tranquilo de simplesmente desfrutarmos da companhia de alguém que nos faz bem e vice-versa.
Existem caminhos cruzados fantásticos e que no Futuro acabam por dar frutos finos!
Os sentimentos, novos sentimentos florescem e brilham com um valor realmente significativo, novos carinhos e atenções se constroem, e o cuidado é tanto aliado a um respeito e admiração tal, que é só o que é necessário, surpreendente, o quanto podemos ser realmente importantes para alguém só pelo que somos, defendemos e acreditamos, impressionante como é sincero e original o amor e amizade demonstrada.
E a força que nos transmite, a vontade de estar por perto, o desejo tranquilo de simplesmente desfrutarmos da companhia de alguém que nos faz bem e vice-versa.
Existem caminhos cruzados fantásticos e que no Futuro acabam por dar frutos finos!
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