segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Cada vez que…

Cada vez que ainda me dói, voo para bem longe…
E resulta… porque, hidrato a cicatriz que se fechou milagrosamente.

Cada vez que ainda te sinto, voo para bem longe…
E resulta… porque, te apago, a cada batida de asas que dou livremente.

Cada vez que te aproximas, voo para bem longe…
E resulta… porque, não quero sentir o sufoco que trazes contigo.

Cada vez que choras, voo para perto…
E resulta… porque, não quero que te sintas como um dia me fizeste sentir.

Cada vez que chamas, já fechei as asas…
E resulta… porque, sabes que agora tens que fazer tudo.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O silêncio faz nos…

Na penumbra dos meus mais nobres pensamentos, no delinear das minhas recordações, no limiar dos meus sonhos, encontro te!

É um voltar precioso, um caminhar tranquilo, uma fome insaciável, um despertar presenteado com a maturidade de uma idade única, de um querer proteger o que de melhor serei para ti.

E sem saber como me queres, sei apenas que me queres, sem questionar, sem falsas verdades, queres me e dizem os teus lábios… para uma vida… ai esta vida nossa… Quero e pronto!

Fazes me esquecer as minhas mágoas, os meus desvios por tentar acreditar em algo que já morreu há tanto tempo, fazes me ver que tudo não passou de uma fraca ilusão.

Abraças me como se eu fosse uma criança de sete anos, expectante de alguém que ama sem saber bem porquê… E eu sinto me em casa, em plena protecção, em ti!

Cheiras me o cabelo, encostas o teu joelho à minha coxa como se o mundo não existisse quando esse toque acontece, e lembramo nos de enlouquecer um pouco…

E as letras constroem palavras e estas por sua vez, erguem montanhas de beijos, de pele na pele, de roupa não existente, de exaustão, de desejo continuado, de pecado que não há!

Antes de tudo o que vêm, abraça me, afaga me os cabelos que tem o aroma que te faz tão bem e diz me que somos o que o silêncio nos dita…

Cura me!

É dia de mais uma loucura premente nos braços de quem não nos cobra nada, nos braços sempre aberto e do peito desperto, do anseio saudável, do toque limpo da verdade assente, do desejo crispado pela calmaria da pele.

É dia de seguir em frente e desejar me noutros novos mundos que inflamam o meu momento e me olham como se mais ninguém existisse no Horizonte das boas loucuras, da plenitude do odor dos corpos.

Vejo me ardente, pregada no teu querer, presa ao teu empolgamento, ao deslizar das mãos nas mãos de uma essência única de não sentir o mal que um dia foi feito, é a cura, é a libertação, é agora!

Lembrar e esquecer um desvio…

Desvio por entre as falsas palavras que me fizeram acreditar que o respeito pelo que foi vivido, seria maior, que existia.

Desvio por entre falsos olhares, que apenas trazem o vazio das traições, da maldade, da crueldade, da falta de amor-próprio, pela falta de coragem.

Desviei me em vão de ti, e peço perdão por ter olhado apenas para o meu umbigo quando o que tu fazes é olhar por mim.

Desviei me, mas nunca mais o farei de novo, não voltarei as minhas costas a quem tem o peito aberto para me receber a toda a hora.

Desvio, sim, a maldade e a falta de respeito pelo que respeito e dignifico como Ser Humano, como Mulher, como momento único.

Desviarei sempre a vulgaridade, a falta de credibilidade e carácter, a pretensão à traição e deslealdade, à mentira e covardia.

Desvio grande já fiz, no instante que decidi cortar qualquer fio de memória, de vida com quem não me dignifica, não me respeita, não me admira nem ama.

E no meio de tudo o que se possa compreender e não, apenas posso concluir que existem rostos que não são para olhar mais mas sim para esquecer!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Alusivo à coragem, à inteligência, à maturidade, à determinação, ao desejo premente de continuar a lutar embora ainda em debilitação, alusivo ao impulso por quem se Ama!

Querer acreditar, falar, olhar, beijar, querer ter nos braços a vida que faz sentido, querer ter o cheiro no entranhar, querer dar a mão, querer sentir o calor, querer ter os lábios com tanto sabor.

O meu caminho é bem longe de ti, o meu andar, o respeito como pano de fundo será sempre muito mais relevante para mim e sim, mudei, mudei para melhor, e também lá chegarás.

Encontráramo-nos lá, onde apenas o importante tem autenticidade, onde os valores da admiração estarão sempre presentes, onde o amor que submergiu, se detalha em construção comum.

É uma luta, é uma batalha em campo verde, não é um medir de forças, nunca poderá ser, pois não seria inteligente, é um caminho, é um lamber de feridas, é o esperar pela tua libertação.

O meu orgulho por seres doce, por seres e não conseguires esconder de mim quem és, o meu orgulho pela iniciativa é enorme, admiração no que tens vindo a maturar, apenas por mim.

Confio no melhor de ti, e sei que o que te prende não é maior do que sentes por mim, pelo respeito que tens por nós, confiança balançada, confiança muito em breve conquistada.

Até lá, vou vivendo tudo o que a vida me está a oferecer, há muito que despertei para outros mundos, até lá vou guardando o que aprendo para te puder ajudar quando voltares a estender a mão.

Vivo rodeada por mundos tentadores, mundos que em tempos conquistaram a minha admiração, mundos que me preenchem e me fazem viver delírios, mundos resolvidos, mundos esses em que te tornarás um dia.

Dia, esse, que não sei cá estar, porque o que me tenta neste momento é muito forte, é admirável, incisivo, é objectivo e descomplicado, consciente do meu momento e dos meus valores, muito desejoso de mim!

Enfim, sabemos que Amores Submergidos não Morrem, Serão Sempre Presente até ao Momento que um novo Mundo ganhará pela Determinação e Objectividade de resolução das diferenças que não Existem!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

É a falar…

Sinto um abandono dilacerante, uma perda inabalável, um conforto revestido a desconforto, um ganho sem nunca ter perdido, e perdido estás sem mim.

Sinto que não te perdi, mas sinto que me perdeste porque assim o entendeste, alcance de mão que sempre terás, estendida, para me teres, para te recuperares, para renasceres.

Sinto que já não corres atrás mas sim à frente do que já não queres perder, verdade, vontade, realidade que te brota no peito, que te racha a alma, que faz sangrar pelos olhos.

Sinto que agora te limpas da poeira que projectaram sobre nós, rasto do que nunca tiveram e que tu terás muito mais, sempre, porque não existe nada igual, porque só eu moro ai.

Sinto te, presente, perto, tão perto que me mete medo, que me faz exaltar as noites, que me faz rolar a memória, quantas vezes traças a minha rua, só para me teres mais junto a ti.

Sinto que vivo, e vivo cada vez mais, na tua pele, na tua respiração, mais do que há na razão, mais do que o pensamento comporta, pois na realidade pouco mais importa.

Sinto a tua mão na minha, sinto o teu respirar, sinto um arrepio na espinha, sinto te a cheirar, sinto te sem ar, sinto te dentro do meu palpitar, sinto que te faço andar, sinto te a inalar me!

Sinto a tua saudade, o teu desespero, o teu sofrer antecipado daquilo que já não recrimino, daquilo que já não faz sentido, daquilo que não valorizo, daquilo que não importa, daquilo que já não tem valor.

Sinto que ainda queres falar, falar como antes, numa noite sem mais ninguém, falaste até ao amanhecer, num aconchego profundo, num sono embalado pelas palavras livres, sem medo de errar…

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Lembro me de alguém dizer com tamanha convicção: Nós merecemos isto, nós merecemos isto, não tenhas dúvida!

Gosto de pessoas com convicções, gosto de pessoas que se conseguem abandonar e receber o que a vida lhes oferece, gosto de pessoas que se preocupam com as outras e que em momento algum irão magoar alguém, gosto de ti, que me trazes em ti!

E ficaste à procura do melhor lugar de nós, do melhor caminho para nós, e o alimento básico bastou nos, uma mistura singela, de nudez, frutas, mel e uma espécie rara de Amar, uma forma tão própria de estar, talvez por ser um Acabar!

Foi um colar tranquilo, um desespero amparado pelo tempo que tínhamos até ao amanhecer, um rebolar de calor, um ardor de pele, um cuidar pelo olhar, um saborear devagar, um lavar desajeitado de corpos.

A espuma que estala elegantemente nos ombros, no pressionar dos pesos inexistentes que a água segura em desejo de entrar, num inflamar, numa desfiguração humana, um esticar de músculos, um desprendimento da carne.

Um vinho frio, um vinho quente, um laminar, 2 umbigos no limiar, mãos ao ar, antebraço perfeito, pés em toque perfeito, encaixe de uma vez, precisão pelo tempo todo, impressionante o beber que te deu o coração em fusão na minha pouca precisão.

A janela da perdição, o fumo da loucura, a música da perfeição, a disponibilidade para nos ouvirmos, a nudez plena, o desejo existe, o desespero talvez não, e até na tentativa infantil de me lavares os longos fios de cabelo, te vês perdido em mim.

O vidro partido, a roupa a voar, o desarrumar, o beijar emulsionado, o rir, o arrastar, o piquenique de vontades que não nos levou não para mais longe do que algum chão trazido já nas mãos.

A fome, a Sede, o despertar ao teu lado, as palavras travaram a fundo, e desde que conhecemos aquele mundo próprio, deixamo-nos invadir por este Silêncio do Bem!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Sabe me bem, Sim!

Trinquei uma árvore só para saber como sabia, soube me bem.
Acompanhei com o teu coração de lata, soube me tão bem.
Bebi lhe a seiva, bom néctar, soube me assim, assim.
Refresquei a com o teu sangue gelado, soube me ainda melhor.
Mesmo assim, correste atrás de mim, não me soube bem, fugir de ti.
Mas tinha que ser por aqui, e por aqui, e por ali, soube me bem não te ver sem ser assim.
Mesmo assim, não te vi, soube me bem não te ver, mas embora fuja de ti.
Assim na invisibilidade, assim na transparência sabe me bem este sim.
E sim, vou até ao sim, e assim soube me sempre bem ter ganho no principio, no meio e neste Fim!

Espécie Desigual

Anseio criativo, vontade voraz, rasgo de algodão em pó, bebo o suor que nasce neste nó, lambo a pele, sangro o corpo, despejo prazer, revejo me em dor.

Dor, Dor, Dor, desta espécie de amor.

Ganho força ainda mais força, sinto um descontrole letal, beijo te com o corpo de inveja, banho te de mim, sem preconceito tal, parto o barro, agarro o naco, revivo te a vida.

Vida, vida, vida, este anseio que arde à deriva.

Deixa cair o que te cobre, abandona te antes que algo mais me desperte, antes que alguém me leve, antes que a loucura tome conta de ti,

A Ti, de Ti, para Ti, estou eu aqui nesta espécie de Amor.

Quero cruzar me em nudez, quero ser crua, quero ser brutalidade, quero abraçar te em devaneio, quero os meus pés em partes.

Parte, Parte, Parte para bem perto mim.

Fotografa me com a mente, cheira me com os dedos, usa o veículo perfeito para vaguearmos pelo céu escuro pontuado de brilhantes.

Brilho, Brilho, Brilho em reflexo dos teus olhos.

Reboliço, ansiedade, desespero, vaidade, não me interessa, quero te e quero te cada vez mais, porque sei que já te doaste a mim.

A Mim, em Mim, para Mim, é tudo o que te resta.

E entre variantes de milhares de sentir, quero esta espécie de Amor que me enche de vida, que te faz escorregar em loucura à minha porta.

Quero esta espécie de Amor que não me traz mal, apenas me dá tudo de bom, que se mostra, que se dá, que contempla.

Amor, Amor, Amor, esse desigual que tu tens para mim, sem dor.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Gente… Tanta Gente!

Estou em estruturação, talvez até em negação, estou em peso de algo que não sei o que é, talvez até nem seja nada meu, tenho como mania sentir o que não vejo e ver o que não sinto, cansa me isto!

Não gosto muito de andar por ai assim, assim como se fosse dormir e não pudesse fechar os olhos, assim como se nos ombros carregasse uma criança feliz mas que não lhe vejo a cara.

Estou ainda em plena intoxicação, tantas cores, tantos sabores, tanta gente que não me diz nada, palavras, tantas palavras interessantes se fosse noutro contexto, tantos olhares vazios, falsos, remexidos, cansados, tristes, apagados, carregados de vidas manhosas, de vidas pouco completas.

Fiquei me pela admiração das ondas estranhas que trago na cabeça, pelo azul petróleo que se balouçava em mim, pelos amigos que encontrei inesperadamente, pelas fotos tiradas por inspiração num momento de profundo desapego e empolgamento.

A noite caiu, a noite densa, fechada, encaminhou me para outros rumos, destino em que me esperavam dentro de um jogo de cartas ensonado, onde o pão ensopado no molho de alho, delicioso, ajudou a terminar o dia em paz.

No entanto trouxe para casa pesos, muitos pesos e estes terão que sair todos hoje, porque realmente não são meus, são de quem os voltará a carregar até ao dia em que decidam que também não deveram carrega-los mais.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Em rota contrária…

São os sons de uma Índia profunda, trazia aos ocidentais da memória actual, retalhada pelos movimentos imitados das mãos e braços de alguém que já viveu quase tudo mas ainda exalta por viver mais e mais, é a vontade de libertação de um corpo em plena liberdade, são risos limpos, risos leves, risos que carregam juventude, que descarregam a realidade em pequenas doses de pouca amargura mistura com a alegria de viver sem tormentos.

Mas hoje decidi esquecer tudo, deixar tudo o que nunca tive, para trás, decidi ir beber outras águas e escravizar as hipóteses de quem quer fazer tudo por mim, deixar para trás quem nada faz, quem nada emana, vou pedalar para junto de quem me quer, banhar me na cor azul transparente que está disponível e depois rir ao vosso lado, doces, plenos, inigualáveis, retratados numa momento de pura natureza, de pura inocência, de puro prazer da mais pura essência.

São pares de olhos doces, cabelos apanhados, pernas com força, vitalidade de uma infância a começar, de um Ser como ser para uma vivência longa, onde tudo será feito com consciência, intensidade, dimensão da imensidão que pode ser uma vida, não será, nunca será em vão, pois tudo tem um significado, tudo tem um instante de intimidade, de refúgio, de recorte da silhueta que me assiste, que me leva os pés pela calçada quente do sol intenso.

E é na vinha que se faz um vinho aberto, de aromas frescos e repletos de uma verdade única, é na pele que tudo cresce, que tudo se entranha e vence a razão, passa para a outra dimensão e fecha se assim um ciclo, abrindo outros mais que perduraram para sempre num Cosmo absoluto, no traçar de novas conquistas, nas loucuras não existentes e que deixam de ter razão para acontecerem, o vinho da vida que nos traz momentos nunca vividos, é perfeitamente inacabado!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A Zeros… 00h00

Horas, horas das horas que não quero ter, não vou esperar, não vou caminhar mais num sentido em que na verdade não quero caminhar, quero vivenciar, apreciar, saborear, mas não quero perder a ilusão que me faz ver com brilho.

Quando as cenas, os flashes vêm menos doces, menos contemplativos, menos presentes, quando se deixam vencer pela possessão, pelo ciúme do que não te pertence, rebato, vou para bem longe do que não quero ter!

Agrada me a pressão dos corpos em reboliço, revejo os toques e a profundidade de um olhar “retinado”, elástico, volátil por entre os pensamentos de abandono do peso da realidade, dentro de um apetecer incontrolável inserido no controle.

A sombra das estrelas numa árvore caracterizada pela inconsciência, desmembrada por falta de amor, por falta de memória de viver, partindo um desatino espelhado, num sucesso de conquista tântrica a longo prazo.

O olhar prende se nos pés que articulam a micro descarga dos nervos que o corpo traz, o tremer da ânsia do que não foi, um agitar e balançar de encaixe pretendido, paredes de pele, que nos balizam.

Ancorados, carregados de pó numa traseira imaginária, por entre as lembranças das corridas, das loucuras, dos charcos, da água, do campo denso e quebrado pela colina em queda, em desespero das guias altas, esguias, altivas.

O conhecer o que será meu, talvez um dia, rotunda em espera pela volta que nos faz regressar a casa, pedra de calçada içada da pressão do caminho plano, manta sobre os ombros que te aquece a vontade de ficares.

Não tolero, não me dou, não me contento com a possessão, apenas a minha que trago nas veias mas que não exerço em ti porque não te quero, porque és meu sem ser, porque ainda não te abandonaste, porque nada disto é igual a mais nada.

Nada, é tudo o que terás de mim em possessão, em falta da verdade do que sentem os teus músculos, a tua força, o teu cerrar de dentes, a expressão de pulso do que pretendes esconder e rematas com falta de cuidado!

Cuidado, muito Cuidado… Porque o Nada pode Ser Tudo!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Loucuras Prementes

As palavras são galopantes do vício que temos de as beber, não há entre nós dúvidas, questões ambíguas, apenas a verdade dura e pura, crua, não há hipocrisia, não existe motivo para mentira, entrasse de forma tranquila em estado de doce loucura.

No meio do doce, derramasse a loucura, disparam os músculos que nos fazem correr, simular a pressa, correr as estradas a fim de um encontro, deixar para trás o que nos mata, e viver livre a verdade única do que se pode sentir, do que se pode ganhar pela loucura simples.

O calor aumenta, enrola se o corpo na pele intacta, perdura o sol morno no desejo de arear os pés, por entre goles de amêndoas laminadas, ornamentadas a mel, decoradas por um vinho de tango sem igual, numa dança original, no remeter de ânsias e impulsos.

O riso aberto, desperto, os verdes, as bolas maduras, os chapéus que nos iluminam o rosto e nos deixam presos a um olhar pretendido, os passos lado a lado, um controle exacto da senha que nos faz esperar sem desesperar, não vim fazer nada, vim apenas contigo.

A rodar devagar, o sol recorta me os olhos, intensifica lhe a cor e o medo aumenta mas não te faz recuar, faz te andar, cada vez mais rápido, cada vez mais exacto, cada vez mais cuidado, cada vez mais atento, cada vez mais intenso, cada vez mais vivo.

Vamos trilhar o caminho para o Infinito, vamos viver entre especiarias, tecidos coloridos, essências poderosas, liberdades absolutas, belezas incomparáveis, desertos apaziguadores, peles quentes, vamos aprender a Viver…

terça-feira, 13 de julho de 2010

Não Me Dou...

Hoje deleito na calmaria que os teus passos me trouxeram, no controlo que trazes nos olhos, no medo de perder o que ainda não conquistaste, e quanto mais fundo, quanto mais perto me cheiras, quanto mais sede te mato, enquanto tudo acontece, mais puro vais ficando para mim.

E nas estradas que fazemos cruzar por entre a multidão que não pára de passar, vamos fazendo voar palavras e olhares teimosos de fixar, onde a sinceridade é dura, desperta, rasgada nos assentos separados pela faixa negra picada das pedras soltas, desequilibradas e leves.

Hoje sinto um peso absoluto, excitação ténue de verdade e de liberdade, de mensuráveis anseios que não se percebe onde começam e acabam, até quando, as rédeas do impulso, do ferver do sangue à flor da pele, o calor que aquece a separação do que nunca foi unido.

O abrandar das inquietações, preocupam me, não desejo perder a montanha russa de emoções que disputo contigo todos os dias, não quero perder o enlace das palavras ardentes, do fingir que aconteceu, quando nada se passou, quero sentir te assim, sempre igual ao que somos.

Refresca te a cada vez que me queres ver, e a cada vez que precisas respirar o mesmo ar, em que te entro pelas narinas, me instalo no teu cérebro e te deixo ainda mais agitado na perfeição da harmonia que te dou, porque não existe nada que queiras que eu não te dê, menos Eu!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Impulsos… Quase Vencidos.

Deixo me, esquecida sobre os lençóis macios, com o pensamento nas tuas respostas, que sabia, que iriam chegar, mas o cansaço venceu me e contigo na mão, sei que adormeces comigo no pensamento.

Breve foi o sono, e eu novamente no teu pensamento, eu novamente na noite para ti desesperante do medo que deixou o arrependimento na rua, do impulso de me veres, olhares, hipnotizado pela luz que me dá a ti.

Descalço, só metade, descalço, adoramos constantemente as chances de nos pudermos ver e dissecar a cada minuto da escuridão ardida que percorreste só para me tocares, em bicadas, gestos controlados pela raiva do desejo, em rasgos de força reprimida.

As mãos e os dentes semi-cerrados gesticulam o desejo de agressão por repressão, e trilhas caminhos invisíveis por entre as gentes, só para te punires em mais um impulso insolente, em mais um punhado cheio de cabelos na tentativa de um colar profundo.

Mas quem olha, não pode ver e a vergonha de um estado começa a cair, prepara se para um novo estado, bifurcação no pensamento da proposta de ter tudo, com uma consciência absoluta da tua entrega.

É um Medo, é um Frio, é um Desejo, é um Consolidar, é para Andar Tranquilamente no caminho macio do Teu OlhaR e entre pós, fumos, cheiros, devaneios dos outros, foste encaminhado o teu iluminado no sentido Norte clivado com a mente no que Sou.

E de repente, dou por mim a ler letra a letra do que te escrevo e já sem postura, rendida ao cansaço, percebo que teria muito mais para contar se não penalizasse o meu impulso delirante, de um dia te saborear emoldurados pelo mar que areia os pés do desejo.

E assim, só me apetece ficar assim, com as asas fechadas, em espera, de Nós!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Retenção e Tensão… Paralelos Cruzados…

Sinto me em câmara lenta, debilitada pelas horas não dormidas, pela bebida não bebida, pelo não sentir os músculos que te seguraram os passos dados em frente, pelo fartar de fretes que o sitio esmagado pronunciou, pelo breve adormecer, rapidamente fechado em pequenas palavras de laivos de consciência.

Mas a dança de passos paralelos na calçada acidentada, onde os cheiros fortes e desagradáveis desaparecem à medida que acompanham silenciosamente as palavras feitas, as palavras frontais onde as caneladas não podem existir, onde os palavrões são expulsos e remetidos para o ver das minhas costas.

Um azul petróleo balouçante, que te faziam reter a ansiedade, inquietude, o desejo, a força de me agarrares, o travão da mente escondidas nos goles de verde alucinado, as músicas penetrantes e angustiantes que não ajudavam à sedução, o encontro de joelhos vencido pela exactidão do espaço.

A promessa da paga que é devida e será cumprida, pela honra, pela credibilidade do que defendo, pelo que assumo ser correcto dentro do incorrecto, e desejo o melhor do que se pode fazer, do que se pode melhorar, do que se pode ser de diferente e não talhado a mais um comum dos seres.

A diferença, faz se na intenção constante de aprender, de corrigir, de evoluir e copiar o que de melhor se cruzar no nosso caminho, olhar mais que 160 segundos no fundo dos teus olhos e perceberes que vives no fundo dos meus que te levam a beleza que sou sentada à tua frente.

Iluminada pela luz fresca e natural da continuação da noite, reflicto o meu verde de forma estranha, onde cresce o teu medo de mim, camuflados, os nervos, continuaram como a procura feita por ti, de mim mas não podes desistir do que tens para evoluir, do que tens para sentir, e sim, talvez seja eu covarde que não te devore agora, enquanto és meu!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Largar e Segurar…

Abraça me com o teu espírito aberto, corta me a rédeas do correcto, emulsiona me no mais preciso momento de devoração, adormece me com um carinho recortado pelo mais que me queres, pelo desejo de me fazeres florir, retida na água da tua pele, na saliva que te seca no corpo envolvido em perturbação.

Rodeia me, ansioso, empolgado pelas vontades esquecidas da vida que se cruza à frente dos olhos fechados, atentos, pensamento desperto, a desenrugar com a tremura do que se sente, do medo de não conseguir quebrar as regras, imposto por quem desconhece a altivez do que fica registado na mais fina e delicada camada da epiderme da memória.

Vejo o desespero que tens em te digitalizares em mim, envolvente secreta, sem códigos como uma armadilha desarmada que a rebentação se faz apenas e só por me olhares, distante e tão perto, retido e extravasado, indiferente ao meu lado, incontrolável nas palavras que os dedos não seguram na mente.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Rejeitar mas não Privar…

Entrei na casca de noz, abri as pétalas de sentir para receber o cheiro do vento que me leva de certo aos sabores que tenho que saborear, ao frio que me despe o corpo e me faz olhar para ti, bate me a maresia, e o desejo de me lavar em água e sal frescos, no verde-escuro e limpo, onde não te quero lançar para fora das minhas vontades.

Aos meus corais, abro as pratas do meu mar, complexo das verdades que assumo, não podem ser perturbados, nem cansados apenas acariciados pela doçura desesperada dos teus olhos e pelo que o magnetismo transita para o enigmático que te faz mergulhar profundamente nas minhas marés.

Rejeito os teus beijos, as tuas vontades, os teus impulsos, mas não me esqueço onde os deixei, não me esqueço de ser inteligente, e quando eu mandar no meu impulso, e quando as minhas tréguas se abrirem, irei buscar tudo o que me desejas dar, tudo o que anseias viver permanentemente.

O tempo, o tempo cansa me quando tenho tempo para ter tempo, não quero ter tempo, não preciso de tempo quando o tempo não te têm e não te traz a mim, consciente, baralhado dentro da tua adoração, dentro do brilhos que as esferas carregam, quando tudo se fecha para regressar na postura seguinte.

Quebras, quebras para encontrar de novo o caminho para a sedução nas palavras, quando a presença não é assim tão relevante, quando a evolução se mexe por entre as frases, por entre as provocações, por entre as músicas recolhidas que nos embalam os pensamentos criativos de dobrar este cabo, que não têm tormentas apenas mergulhos sóbrios!

E assim vou fazendo todas as vontades a que me proponho e emulsiono te com a minha saliva a cada beijo rejeitado que me torna cada vez mais asperamente macia!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Há muitíssimo mais…

As cicatrizes que revejo de tempos a tempos, as marcas que me fazem lembrar o que já aconteceu, por onde andei, o que venci, o que me foi dado e o que foi conquistado, o que me levou a Ti!

Metade, tinha até agora metade, tudo pela metade pois és imensidão, és luxúria, sedução, apagão das minhas dores, enchimento da minha razão, do meu abraço, da minha emoção, do turbilhão que me preenche de alegria, que me eleva, que me faz imensamente feliz!

Pelo meio, era tudo o que eu tinha, era tudo o que achava existir, era tudo o que eu achava merecer… Tudo, muito mais, inigualável, é o que me dás a cada segundo que te dás a mim… A cada gota minha que vive em ti, a cada momento que somos Nós!