sábado, 26 de março de 2011

Meu Imenso e Perfeito!

Sou pelo que Sou, pelo que no Todo Sou Tudo, e pelo que em Ti Sou, sei que caminho a passos largos para tudo o que de melhor tens para mim, liberta de tanto e presa a ti, como uma adivinhação, como uma certeza imensa, como um desejo ardente, ainda não vivido mas presente.

E a cada hora, percebo que não Sou nada de lá e completamente de cá, sensibilidade de existência, de transcendência, de único e valente Amor, a Ti que me comportas e me alegras, me ajudas e promoves, a Ti, Meu Grande Amor, Ser Infinito de Força, Garra e Lealdade, que te colocas a meu lado para que de corpo dado, sejamos mais do que alguma vez pensei conseguir ser junto a alguém. Perfeito!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Sem Nós [II]

A luz, vêm devagar mas chegará a tempo, chegará no primeiro dia do momento certo, da vontade de criar raízes e de voar ao mesmo tempo, de sentir o prazer de conhecer e viver em sítios desmanchados pela pureza, pela harmonia, pelo silêncio de pequenas máquinas orgânicas, andantes por entre os ramos da sombra, por entre as cores vivas descascadas e alinhadas.

Fumos de água ardente, cheiros frescos de vida, sabores queimados e esquecidos, enlaces em velocidade, refrescos de sol perfumados e entranhas temperadas de sonhos, caminhos brancos em socalcos, ponteados de verde fechado, Deuses de uma só coisa de cada vez, sorrido esculpido e revertido, néctares embalados no fim de uma visita fria, de um saber perfeito.

Conduzir e desenhar o essencial de uma passagem, a marca de uma viragem, um trabalho de uma vida para o fim da fome do conhecer mais devido à existência da Presença em todo o lado, no Mundo inteiro, voar daqui para longe e de longe para perto, movimento atento para não perder o que se está destinado, beber tudo com razão e muita mais porção de razão!

Será a Realidade a ser mais realista ainda, será o empurrar do aparecimento mágico e honesto junto com a força do acreditar que se merece Melhor… ;)

|Força|Prosperidade|Equilíbrio|Saúde|Paz|Riqueza|Bondade|Amor|Luz|Sentidos|

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Sem Nós… [I]

Limites, não existem, não secam nas veias como vontade de fazer sem mortificar um acção, consciência, perdida, enaltecida pelo maior desejo de rasgar, lamber, comer terra, provar a seiva das árvores tenras e andantes, do mistério que a noite representa e sacode como a água no pêlo, de um alguém livre.

Quero relva, quero pele, quero romper mentes sujas que se esquecem de viver, quero segredos dos mais profundos, sonhos a queimar, pensamentos a ferver, quero existir e desaparecer, quero ser, ser e sentir ainda mais, mais do que tenho direito, se é que existem direitos de não se viver.

Nem, frio, nem vento, nem pouca loucura da sede, da fome, do desespero de ter para onde ir e não querer ficar em colagem líquida, perfumada de amarelo, e púrpura recente, de incenso veloz e fumo fino, de alquimias caras, de sossego em quadrados de cores quentes.

Lama fria, seca, lambe me, aquece me com a saliva da dor, do anseio, da angústia doce e desejada, do descer simpático do prazer imenso, da carícia amarga de suor, do querer, querer, querer, e arrancar o grito meloso das horas perdidas do mundo, onde a existência se resume ao Espírito, à Essência!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Diamantada| a Estrada|

A um fim de um princípio maior, talvez gigante, por entre risos e devaneios impossíveis de esquecer, impossível de prever, impossíveis de não se repetirem, golpe consciente de liberdade ardente, pura, revestida pela verdade de uma certeza presente, de um querer alcançado. Merecido|! 

Sedas velhas, transparentes de tão novas aos olhos de todos, dos meus que quase vivem desde sempre com elas, rasgos abertos e fechados de linhas sobrepostas, de toques imagináveis de um prazer doce, de te olhar cruel e amargo, de ver como nunca esperei conseguir fazê-lo. Sentido|!

Quero vida, quero vidas, quero dançar, quero beber, quero pintar e traçar uma vida minha, só minha em que todos façamos parte, em que todos percebam que nunca me vão entender, nem bebem, nem dançar, nem pintar num traço refinado e delicado, não imaginam que seja assim, fragilmente. Diamantado|!

Rolam corpos, respiração de momentos fechados mas completos, de confissões deliciosas, de arrepiar pujante, de mãos erguidas, de costas voltadas, de gritos acesos, de afagamentos perpétuos, de apelos fortes, de sabores, de saliva dourada, de suor de prata, de vinho envelhecidos pelo Presente. Gourmet|!

No descanso de uma visita lenta, tranquila, onde a verdade do que foi um momento, não interessa, é a vida respeitando o caminho, o que teve que ser para andar em frente, o cheiro limpo do que não era para não ser, como se deve ter esta certeza sempre, absoluta, assim nada acaba. Glamour|! 

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Leveza da Conquista

Um dia de sol entre fumos e sabores acentuados, licores de terra, frutos de vida e pecado, olhares trocados, nem perdidos, nem achados, tão pouco perdidos, rendidos ao que nos faz bem, e transcende de uma melodia forte e detalhada, de um gosto a perfume marinado pelo aroma de laranjas amargas e ansiosas de um doce garantido, pormenorizado pelos pontos abertos do respirar.

Cuidado, as curvas são direitas para alguns elementos que dependem de apenas um olhar atento, uma perseguição sem sentido, de um cinza tenso, observado pela vaidade do que nenhum precisa ou quer, por um fio, por palavras vazias, por intenções nunca consumadas, de trocadilhos vulgares e frases atrapalhadas, de medos despertos, de telhados emadeirados, de falta de ar.

Um balanço subgénero, vejo por um espelho pequeno a tranquilidade de um conduzir descontraído, alcance inteiro, de sons sem importância, linhas rígidas sem existências, sem percalços, sem ancoragens, sem previsões, e de repente, a proposta chega, o desejo é evidente, e o corpo perde a vontade de estar presente, para que bem ausente te possa consumir a um nível superior.

E é raiva, deliberação de uma tentativa de esconder, numa sensação constante, presente, em memórias, em gestos, em sons, em vida que nos enrola, que nos faz rir, e onde a consciência impera, onde a leveza reina, a onde o descanso chega em profundidade e tudo se consome, e tudo se venera em certezas aprisionadas a uma liberdade incondicional, absoluta de ulterioridade.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Clausura

Vagueio, vagueio mais do que onde me consigo imaginar, consigo estar nua, vestida, calçada, bem penteada, em saltos, em altos, em sobressalto, em esquecimento, em ligação directa.

Consigo andar pelos sonhos daqueles que nem sei perturbar, que nem sei que não é preciso muito para me lembrar, consigo estar nos pormenores de um dia, de uma noite, de um curvar.

Mas é em ti que mora a essência, essa louca que eu não consigo descolar, nada faço para a colar, apenas entro pé em frente do pé, como se fosse uma dança, como fosse vento.

Não preciso que me vejam, não quero ser vista por todos, apenas só por alguns, alguns sufocados, inteiros, aqueles que conseguem subir paredes em segredo.

Na troca aberta, desperta, sensata, honesta, rompe se um silêncio que existe apenas para o todo e jamais para um mundo de dois mundos isolados.

Agradeço a um Passado, esse que me libertou covardemente, a quem faço uma vénia para os imensos Portais do Futuro que rasgaram as muralhas em que estava enclausurada.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Letais e profundos…

Vamos ser lambidos por uma vaga de frio, por um crespar de empenho, por um silêncio aterrador, por um descontrole perfeito e amarrado às tranças de um mar em aberto, em revolta, em consciência de um paladar livre de sal.

São energias, são vontades, caminhos parecidos, paralelos em surpreendente conforto, em pleno carinho de um sol, de um vento, de um frio maior e emprestado ao ondular de palavras certas pouco tapadas a quem as sabe ouvir.

Cruzam se, vendem se, vestem se e fogem por entre brumas e montes, por entre sabores e olhares, por entre frestas de sol queimado ao lado do calor que se encontra perdido, desesperado, imaginado numa realidade presente.

São para lavar o coração, desligar o fio dos sentimentos e potenciar os sensores de uma vida a palpitar nas pontas dos lábios, nas pontas dos dedos, no polvilhar de céu e da terra de pequenos curtos circuitos imensos de tudo.

Selvagem, como um Deus, discreto como se não existisse, plenitude de emoções embrulhadas em algodão agri-doce, repleto de sentidos atentos, manifestados em pequenas doses letais de desejo profundo.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Vulgares que falam vulgaridades…

Dentro de uma pedra e das unhas cravadas nela, vejo o Mundo que não me toca, um recanto que poucos conseguem contemplar, e fora das palavras vulgares dos que não seguram no corpo, tão pouco na alma a fresta de ver o que pode ser tão mais louco, tão mais especial.

Desvio me de gente, misturo me com pessoas, vejo uma justiça sem igual no acumular dos desalinhos, constantes, perfeitos para quem não o é, justo para quem tão pouco fez, tão pouco se deu de verdade, tão pouco se saboreou vestidos de um vento suave que esculpe até corpos de aço.

Adrenalina que não se partilha com um ser que se cruza por acaso, não é digno, não é forte, não existe, não acontece, é preciso conhecer, viver, perceber a densidade de um medidor de evolução cardíaca, de um registo inabalável de carácter, de secretismo pleno de pureza e certezas.

Assim o pensamento daqueles que supõem não valida nada, apenas a ignorância que já sabíamos existir em demasia e o medo de gritarem que afinal o resgate de um coração é feito com a entrega total, a admiração excêntrica do reconhecimento altivo de um sentir sem precedentes, sem vícios, sem limites.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Ouvi tudo o que enviaste…

Rasga, fere, dobra te, enrola te, despeja te, abandona te, cheira te, retraça te, e rompe te em milhões de escudos, em centenas de luzes infinitas, secas.

A alegria traz me leveza, já não me puxa para o fundo das mantas pesadas, o cansaço que presenteava todos os dias, a força da tentação de ficar por lá.

Já sei o que fazer, como andar e por onde andar, ando com o vento e caminho pela água, é mais doce, é mais macio, é mais incerto mas é mais criativo.

São as penas que dão o traço fino, que dão o poder de criar, doces amargos, que carrego no dorso, fuga para combater o que me apunhalou.

E quem me fez viver de novo, a quem devo tal sopro de vida, a quem conseguirei agradecer o que sempre fui, a ninguém e a todos.

São as trocas que me fazem assim, são os momentos em solidão, são o não querer ninguém apenas estar presente, só com o barulho infinito do silêncio.

E dentro das letras que baralho e sopro e palavras sem sentido, sem guarda ou cancela, sem querer nada, sem saber que histórias são estas, inventadas.

Entre tempos dos tempos que se vão cruzando para não se chegar a lado nenhum mas que quase todos pensam que algum lado é algum lugar.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Sem caminho, para além do caminho…

Um dia de sol entre fumos e sabores acentuados, licores de terra, frutos de vida e pecado, olhares trocados, nem perdidos, nem achados, tão pouco perdidos, rendidos ao que nos faz bem, e transcende de uma melodia forte e detalhada, de um gosto a perfume marinado pelo aroma de laranjas amargas e ansiosas de um doce garantido, pormenorizado pelos pontos abertos do respirar.

Cuidado, as curvas são direitas para alguns elementos que dependem de apenas um olhar atento, uma perseguição sem sentido, de um cinza tenso, observado pela vaidade do que nenhum precisa ou quer, por um fio, por palavras vazias, por intenções nunca consumadas, de trocadilhos vulgares e frases atrapalhadas, de medos despertos, de telhados emadeirados, de falta de ar.

Um balanço subgéneros, vejo por um espelho pequeno a tranquilidade de um conduzir descontraído, alcance inteiro, de sons sem importância, linhas rectas sem existências, sem percalços, sem ancoragens, sem previsões, e de repente, a proposta chega, o desejo é evidente, e o corpo perde a vontade de estar presente, para que bem ausente te possa consumir a um nível maior.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Em punhados…

Se te atirasse um punhado de lama, se te apanhasse logo a seguir, bastava tocar te para ficares limpo, bastava seguir te para te sentires seguro, bastava olhares para trás e perceberes que ainda aqui estou, segura de mim.

Se em algum momento me sentasse para atar o atacador dos passos que dou sempre certos, e se em algum instante me esquecesse que apenas estou em caminho aberto para uma vida plena, sem lamas, sem medo, sem lamas.

Não me roubes, não me mintas, não te enganes a ti mesmo, desesperas sem sentido, sem rumo, e rodas no meio de um ciclo que de nada é vicioso, que constantemente se apaga e se apara como inicio do retorno.   

No meio de melodias fortes, marcantes, recheadas de força e sem limites no horizonte de marcos naturais verticais, numa ondular perfeito, embalado pelo calor que me aconchega os pés, faz me estar cada dia mais perto do que é meu.

Sei que precisas apenas de um dedal de mim, sei que em reflexo do que fazes, está a consciência exaltada do que queres que veja, devo dizer te a tua verdade, ensinar te que apenas vejo o contrário daquilo que me queres mostrar.

Os destroços já os limpei todos, a lama já não sei o que é no entanto sinto te ainda em pensamento, em alteração física e mental, em cobro de sonhos e verdades, e numa realidade à parte, de onde não saís do mesmo sitio.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O Meu Endereço, És Tu.

Não é só amor, não é só saudade, é algo quebrado que nos vence, que se deixou apanhar de forma pura, que ninguém mais compreende, que ninguém mais pode avaliar, que foi captado, emoldurado, fotografado.

Fotografa me, revê me e deseja me, não precisas de dizer nada, não precisas de cruzar o meu caminho como tantas vezes o fazes, não precisas de te mostrar porque a todo o momento te despes para mim.

O brilho dos teus olhos não consegue ser vencido pela tentativa de esconderes o que sentes, e por mais trilhos e por mais carreiros a que te proponhas, por mais odores com que te misturas, que te fazem fugir para longe, acabas aqui.

Longe, vou ficar cada vez mais longe, escolhi, outro sítio para me viver, outro sítio para me livrar, de um mal que nunca foi meu, escolhi um lado físico longe de ti, escolho sempre o caminho e as horas que não me faz cruzar contigo.

Basta agora, continuares à procura de mim, e o encontro contigo, basta te agora saberes por onde ando, porque te faz falta saber mais que o ar que já nem te faz viver bem, falto te eu, para respirares em pleno.

Por momentos, pensei que já tinha sido uma parte do teu esquecimento, mas estou afinal sempre presente, tudo te remete a mim, não fazia ideia que assim era, não sabia que apesar de tudo assim continuará a ser.

Dia próximo, esse, em que te encontras e te vergas ao sentimento gigante que carregas, que alimentas com os melhores néctares, com as excelentes memorias, com a certeza do que queres, do quanto me bebes!

A saudade rói e não perdoa, a infelicidade fere até criar infecção necessária de valorização que se encharca de antídoto, sofrida a procura, precisa, preciosa, a mim e só a mim valoriza ao limite do impossível de alcançar por alguém.

Moro em ti, morarei sempre? Queres me dizer todos os dias, sempre, o porquê?

Não é preciso, sei exactamente, o que sou no exacto segundo de cada dia dos teus dias, no teu olhar, na tua saudade, na tua pele, no único sentido que tens.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Complicados

Resultado desesperado das acções complicadas das mentes desalinhadas, do medo premente, da ansiedade que traz carga que traz o desfalecer dos limites imperativos, da vontade de alguém singular, do entreter de pensamentos vazios, de desejos absolutos.

Será tudo uma verdade, será tudo uma falsa mentira?!

Das mãos de toques, pequenas na ajuda centrada no desejo singelo de um medo existente, camuflado, ansioso de águas mais profundas, de compatibilidades impossíveis, de cortes não existentes, de presenças aparentemente calmas, na cumplicidade de olhares e sentenças.

Será que não se morre ou apenas se perde a morte para ganhar a vida?!

Não, é o que sentimos mas o que nos fazem sentir, não é o que trazemos mas o que nos trazem até nós, o que é mais forte do que o peito comporta, e entre portas, janelas, vidros, gritos e desenhos no orvalho, na ponta de um dedo de uma criança que só desenha a alma de quem vê para além de um limite traçado por aqueles que só trilham o que já foi trilhado

Será que não existimos ou apenas somos invisíveis para muitos?

E no relance habitual do brilho atento conferido, desejoso, preso à essência de um só sentido de ser e de existir, travo os dedos, vejo o enlace, o brilho nos olhos observantes, absorventes, intensos de algo nunca mais vivido no desespero, agora será vivido na calmaria das ondas de corpos plenos, fossilizados pela verdade assente no fundo de um copo de precioso líquido.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Pairar sobre o que não é Meu…

Recorto frases em que se fala de todos e não se fala de ninguém, colo, a emoção de quem nada sabe e pensa ditar o que faz entender saber de tudo, mas é tudo vazio de conhecimento real, é tudo fechado e pouco se vê, pois em nada se acertou e apenas ficou a sensação da intenção de se saber, de se saber a nada, de ninguém, de lado nenhum, de destino sem existência do que já não se tem mas não se quer perder nunca, pois as memórias do que ainda não aconteceu permanecem presentes, fervilhantes, enaltecidas como um sonho a tornar realidade a todo o custo.

As asas levam me sempre para longe do que é vulgar, do que me condiciona à normalidade, do que me fecha no mesmo espaço com mentalidades de formatações baças, de trilhos começados e terminados na indeterminação, no básico e no simples que é viver de forma pulsada, plena, de todos os troços que construo e inauguro, à razia feita de traços elegantes e gigantescos ao limite de sentir, de ter, de ver, de receber e dar, de me expressar com verdade e tranquilidade, de acreditar no que sou e para onde decido ir e quando determino recuar para deixar o caminho aberto a quem quiser parar.

Parar, travo a fundo, resolvo evoluir e escolher o caminho mais vantajoso, mas delicado e harmonioso, e sem pretensão aguardo o melhor da vida que deliciosamente se aproxima de mim, com toda a gentileza existente na perfeição dos actos sublimes de partilhar a certeza dos sentimentos que nos perfuram a alma, acompanha nos o dia-a-dia voluptuoso e sensorial de um bem-estar fora do normal, de um conceito impossível de perturbar, nem se a inconsciência vencesse a razão e toda a membrana da emoção.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Presença!

Sobre o cunho da justiça que o tempo carrega, tudo se move para longe embora a dor seja o que une um trio desalinhado, entre paisagens exóticos e lágrimas, sobre um mar atravessado para esquecer, surge a insistência da covardia partilhada noutros momentos, mesmo assim o coração palpita e reserva lugar para a imagem de quem se julga gostar, para que se abram outras esperanças.

Nas profundezas do que não é são, corre a podridão dos pensamentos que fazem tudo andar para trás, que faz traçar a carga para todos aqueles que ajudaram a magoar, a destruir, a esmagar, mas apenas arranharam uma carapaça precisa, belíssima, exemplar que tem o poder de se regenerar ainda mais bela e sobre tudo ainda mais valorizada aos olhos daquele que nunca se esquece para onde caminhar.

Entre a realidade imposta aos olhos daqueles que pressionam, surge alguém que vêm fazer um papel, um marcador de justiça para todos, até para si próprio, alguém que ignora os exemplares mandados e o que ainda perdura do rasto deixado de uma covardia absoluta que se prende apenas por um Ser sem precedentes, sem igual, sem qualquer dúvida de que é Amada de forma Brilhante e enaltecida.

Quem se arrasta pelo que não fez, pelo que sente profundamente na consciência plena de que nada te travará a não ser o trazes no peito, e sempre trarás, que escolheste o caminho mais fácil para não seres melhor, diferente, porque é sempre mais seguro ser igual aos demais, ser só mais um, e quando não se luta pela diferença, perdesse o significado para quem é relevante, imponente, divino.

Antes e sem consciência do que a dor de ser covarde pode alcançar, achava que tudo era destrutivo agora sem qualquer dúvida do que se passa, vejo que em cada segundo que passa, em cada escolha, em cada cena falsa de uma vida sem muito significado, ouço todos os dias, o quanto sofres misturado por esse amor enorme, gigantesco, sem igual que trazes sempre contigo.

Chego a ver tal dimensão e as loucuras que se fazem para se continuar em frente mas sempre andando para trás, isto tudo porque se sabe que o amor verdadeiro nunca morre e que a luta apenas se trava para brindar num futuro melhor onde todos os passeios da vida ficam rampeados para se superar com êxito.

Sucesso, o único, a Felicidade junto a ti, que cruzas os céus e moves mares para estares a meu lado!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Chorar é Segredo!

Se a loucura me levou a ti, se em cada perda, se em cada falta de resposta me acorrentei ao que não devia, e se a vida ousou em instantes perder o rumo, se as palavras o disseram mas nunca o fizeram, se alguma vez me perdi, foi porque não foram para mim, o que sempre fui, sem fim.
Se me sequestrei sem dó à dor sentida, das lágrimas lambidas, da felicidade vivida em paralelo mas que me inflamava, que me fazia arder de desgosto, que me rasgava em papalelos de sangue, de esperança, de tantas faltas de ar, de tanto anseio, por um fio, apenas um fio do que não existia.
Se os pensamentos que deixei voar, se orar não me bastou, se os joelhos que tantas vezes sentiram o frio de uma vida prometida, se o corpo cedeu de tantos golpes, se o sonho acordado me fez ver vidas felizes, passadas num Passado distante, radiante.
Se durante tanto tempo fiquei parada no mesmo sitio em espera do nada, se nunca a hipótese de converter existiu, se toda a magoa que me lavou a alma, me trouxe até aqui, se sim, se o medo, se a verdade, se a covardia me apedrejou, e me deixou abandonada na sarjeta da culpa.  
Se sim, se a força que a cada passo conquistei, se tudo isto e muito mais me trouxe até ti, se sim, então ainda bem que foi assim.
Porque assim, eu sei respirar cada sorriso, cada palavra, cada gesto, cada suspiro, cada desabafo, cada abraço, cada carinho, cada dar de mãos, cada entrelaçar de dedos, cada olhar, cada sentido, cada parar no passeio para me veres andar, cada vez que descanso sobre o teu coração imenso.
Meu Guardião, meu Deus Protector, escudo sereno, cuida dos meus cabelos embebidos da água com que me lavas o corpo, pela frescura do aconchego que tens sempre e só para nós, pela doçura das tuas mãos, pelo cheiro tranquilo da tua pele, pela loucura que tens por mim.
Se atravessar tanto mal, foi o caminho perfeito para chegar até ti, então sim, não houve mais nada que tivesse valido tanto a pena, do que ter chegado aqui, és o segredo perfeito pela imensidão que já conquistaste do meu território fechado, por tudo o que És de mim, por tudo o que Tens de Nós!
Dás me mais Vida do que aquela que já tinha decidido dar te, voas sobre o nosso Futuro e realizas acrobacias divinas por entre os alicerces do que já Somos, e resta me a mim, agora chorar, chorar muito mas muito mais… De Plena Felicidade e Agradecer te Profundamente!

Construir…

As voltas suaves, redondamente movidas pelas luzes penetrantes na água curva, fomos num instante, por entre risos, e olhos cintilantes, fomos deslumbrantes.

Diz me que não é um sonho, diz me que posso acordar, que ao fazê-lo ainda estou no mesmo sitio, no sorriso terno do teu abraçar.

E debaixo da gola, debaixo do teu cuidado está a pele que me levará ao Altar.

Sei que não estou a vaguear, sei que posso descansar, sei onde é o meu lugar, sei que muito antes de mim, sabias tu, que te pertencia.

E só quando dançamos por baixo do som das estrelas, tocado pela orquestra de um universo paralelo, sei que nunca me irás magoar…

De veras, um sopro, de certo um merecimento, com toda a certeza uma verdade!

Absolutamente um romance que passou a um amor sem dimensão, vivido por personagens únicas, corações especiais, horizontes partilhadas, a vida a iniciar, o desejo a perpetuar, a marca a crescer, a semente a amadurecer, algo a construir.

Abro a minha vida para receber a tua, para juntos sermos um, e daqui sermos muitos!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Ainda não…

Cheira me a pedra, cheira me a frio, nos pés sinto a subida até ti!
Olho te nos olhos e vejo, és para mim, um porto, uma chama, uma bênção.
Dou te as mãos em sinal de comunhão e assim acredito que te mereço.
As árvores tranquilas curvam se a nós como Deuses, com um perfume perfeito.

Em momento nenhum te esqueces de mim…
  
És o meu segredo, o meu aroma sem precedente, sem existência, sem presa.
Mergulhados num Mar só nosso, uma lua perfeita para contemplar, não haverá momento igual.
Não haverá sentidos capazes de descortinar, só nossas essências que nos fazem embalar um no outro. 

Em momento nenhum te esqueces de mim…

A mim basta me acreditar que estás aqui porque já me levas nessas asas elegantes, onde me aninho e adormeço. Se acreditas que não existo, deixa me a mim acordar e ver que tu estás mesmo, mesmo aqui ao pé de mim.

Afinal depois de acordada, ainda não acredito que mereço, o tanto, que dás.
Mas no fundo, sei que sim, pois em momento nenhum te esqueces de mim…

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Oficial…

Quando o meu coração gritar, gritará o teu nome, dirá que és meu, dirá que te rendeste sem nunca teres sido colocado entre a espada e a parede.

Enquanto isso, olhas me sem medo, sem perderes um segundo, sem deixares para trás o que desejas para a frente.

Nem acredito que te tenho nas mãos, abertas, livres, nem acredito que chegaste à minha vida como um sopro de liberdade.

Nem consigo sentir os pés na terra de tão eloquente que és para mim, de tanto que és, de tanto que fazes por nós.

Surpresa, atrás de surpresa, envolve, permanência, certezas, pedidos, exclusivos, momento, planeado, ambicionado, alcançado.

Todos os teus poros, me respiram, todos os teus sentidos me validam, pormenor atento, intenso, viajo a teu lado.

Debaixo de um sol terno, os lábios encontram se, debaixo de uma chuva de açúcar, o corpo reconhece o sentido a tomar.

A um passo de oficializar ainda não acredito que te mereço, ainda não consigo sentir a realidade que quando dela tomar, nada vai mudar.

No doce do teu colo, pedes me para te aceitar, marcas me a cara e as mãos com o vinco da eternidade de me Amares, de me contemplares.

Sem ter o que duvidar, aceito ser O Teu… A´MAR…

“Imperadora”

Se em tempos senti que tinha perdido o Mundo, sim perdi mas ganhei o Universo…

Se em tempos não acreditei que a felicidade não existia para mim, sim é verdade porque agora sou contemplação, sou o teu Mundo…

Se em tempos pensei que nada fazia sentido, foi a realidade que a loucura me deixou mas obrigou me a libertar do mal para te ver agora...

Se em tempos pensei que tinha tudo, enganei me porque agora tenho muito mais do que o tudo do pouco que alguém me deu…

Se em tempos vivi o desespero de me ter enganado, sim, vi que realmente foi engano mas mais se engana quem pensa ter enganado…

Se em tempos, lutei pelo o que quis, sem medo do que possam pensar, sim, lutei mas tenho pena que não tenha logo lutado por ti, que tiveste sempre aqui…

Se em tempos o sentimento foi enorme, sim, sei que continua a ser e nunca será para ninguém como continua a ser…

Se em tempos houve entrega, sim, houve e continua a haver numa transparência que poucos conseguem ver …

Se em tempos a distância fazia diferença, sim, fez mas agora nem isso te prende, nem isso te faz esquecer de me teres sempre no pensamento…

Se em tempos achaste ser Rei, sim, foste, mas agora não chegas a servo e em breve serei “Imperadora” de Alguém Maior e no teu peito ficará para sempre cravada a dor e esse Amor Imenso sem Igual...

E se em tempos achaste que seria melhor assim, sim acertaste, porque agora Feliz sou eu, e lamento quem está ai ao lado!

E os tempos virão em que não conseguirás calar o peso do que tentaste matar, e sim, não estarei cá para escutar…

Porque agora Sou Imperatriz do meu Imperador!